NJDC 106

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

Dos Arcanos Celestes
106. Que o céu seja distinto em dois reinos, dos quais um se chama reino celeste e o outro reino espiritual; o amor no reino celeste é o amor ao Senhor e se chama amor celeste, e o amor no reino espiritual é o amor para com o próximo ou a caridade e se chama amor espiritual (n. 3325, 3653, 7257, 9002, 9835 e 9961). (Que o céu seja distinto nesses dois reinos vide na obra O Céu e o Inferno, n. 20-28; e que o Divino do Senhor nos céus seja o amor a Ele e a caridade para com o próximo, n. 13-19, ali).
Que não se saiba o que é o bem e o que é o vero a menos que se saiba o que são o amor ao Senhor e o amor para com o próximo, porquanto todo bem pertence ao amor e todo vero pertence ao bem (n. 7255 e 7366). Que a caridade seja conhecer os veros, querer os veros e ser afetado pelos veros por causa dos veros, isto é, porque são veros (n. 3876 e 3877). Que a caridade consista na afeição interna de praticar o vero e não na externa sem isso (n. 2429, 2442, 3776, 4899, 4956 e 8033). Assim, que a caridade consista em prestar usos por causa dos usos (n. 7038 e 8253). Que a caridade seja a vida espiritual do homem (n. 7081). Que toda a Palavra seja a doutrina do amor e da caridade (n. 6632 e 7262). Que hoje não se saiba o que é a caridade (n. 2417, 3398, 4776 e 6632). Que, todavia, pelo lume de sua razão, o homem possa saber que o amor e a caridade fazem o homem (n. 3957 e 6273). E, também, que o bem e o vero concordam e um pertence ao outro, e assim o amor e a fé (n. 7627).
Que o Senhor seja o Próximo, no sentido supremo, porque Ele deve ser amado acima de todas as coisas. Daí, que seja o próximo tudo aquilo em que Ele está, assim, o bem e o vero (n. 2425, 3419, 6706, 6819, 6823 e 8124). Que a discriminação de próximo seja segundo a qualidade do bem, assim, segundo a presença do Senhor (n. 6707-6710). Que todo homem, e toda sociedade, como também a pátria e a igreja, e, no sentido universal, o reino do Senhor, sejam o próximo, e que fazer-lhes benefícios pelo amor do bem segundo a qualidade de seu estado seja amar o próximo. Assim, o próximo é o bem deles, que deve ser considerado (n. 6818-6824 e 8123). Que também o bem civil, que é a justiça, e o bem moral, que é o bem da vida na sociedade e se chama sinceridade, sejam o próximo (n. 2915, 4730 e 8120-8122). Que amar o próximo não seja amar a pessoa, mas aquilo que está nela pelo qual ela é [o próximo], assim, o bem e o vero (n. 5028 e 10336). Os que amam a pessoa e não o que está nela, pelo qual ela é o próximo, amam igualmente o mal e o bem (n. 3820). E que beneficiem igualmente os maus e os bons, quando, todavia, beneficiar os maus é fazer malefício aos bons, o que não é amar o próximo (n. 3820, 6703 e 8120). Ama o próximo um juiz que pune os maus para que se emendem e para que os bons não sejam contaminados por eles (n. 3820, 8120 e 8121).
Que amar o próximo seja fazer o que é bom, justo e reto em toda obra e em toda função (n. 8120-8122). Assim, que a caridade para com o próximo se estenda a todas e cada uma das coisas que o homem pensa, quer e faz (n. 8124). Que fazer o bem e o vero seja amar o próximo (n. 10310 e 10336). Que aqueles que fazem isso amem ao Senhor, que, no sentido supremo, é o Próximo (n. 9210). Que a vida de caridade seja segundo os preceitos do Senhor, e que viver segundo os Divinos veros seja amar ao Senhor (n. 10143, 10153, 10310, 10578 e 10645). Que a caridade genuína não seja meritória (n. 2027, 2343, 2400, 3887 e 6388-6393). Porque vem de uma afeição interna, assim, do prazer da vida de fazer o bem (n. 2373, 2400, 3887 e 6388-6393). Que aqueles que separam a fé da caridade façam meritórias na outra vida a fé e as boas obras que praticaram (n. 2373). Que aqueles que estão nos males oriundos do amor de si ou do mundo não saibam o que é fazer o bem sem pagamento, assim, o que é a caridade não meritória (n. 8037).
Que a doutrina da Igreja Antiga tenha sido a doutrina da vida, que é a doutrina da caridade (n. 2385, 2417, 3419, 3420, 4844 e 6628). Que eles daí tenham tido inteligência e sabedoria (n. 2417, 6629 e 7259-7262). Que a inteligência e a sabedoria cresçam imensamente na outra vida naqueles que viveram a vida da caridade no mundo (n. 1941 e 5859). Que o Senhor influa com os Divinos veros na caridade, porque nela está a vida mesma do homem (n. 2063). Que o homem em quem a caridade e a fé foram conjuntas seja como um jardim, mas em quem não foram conjuntas, como um deserto (n. 7626). Que o homem se afaste da sabedoria tanto quanto se afasta da caridade; e que estejam na ignorância dos veros Divinos os que não estão na caridade, por mais que se creiam sábios (n. 2417 e 2435). Que a vida angélica consista em prestar os bens da caridade, que são os usos (n. 454). Que os anjos espirituais, que são aqueles que estão no bem da caridade, sejam formas da caridade (n. 553, 3804 e 4735).
Que todos os veros espirituais visem a caridade como seu princípio e seu fim (n. 4353). Que os doutrinais da igreja nada façam, a menos que visem a caridade como fim (n. 2049 e 2116).
Que a presença do Senhor nos homens e nos anjos seja segundo o estado deles de amor e de caridade (n. 549 e 904). Que a caridade seja a imagem de Deus (n. 1013). Que dentro da caridade esteja o amor ao Senhor, assim, o Senhor, ainda que o homem o ignore (n. 2227, 5066 e 5067). Que aqueles que vivem a vida de caridade sejam aceitos como cidadãos, tanto no mundo quanto no céu (n. 1121). Que não se deva violentar o bem da caridade (n. 2359).
Que aqueles que não estão na caridade não possam reconhecer e adorar o Senhor, senão por hipocrisia (n. 2132, 4424 e 9833). Que as formas de ódio e de caridade não possam estar juntas (n. 1860).

📥 Download