NJDC 120

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

Dos Arcanos Celestes
120. Os que não sabem que todas as coisas no universo se referem ao vero e ao bem – e à conjunção desses dois, para que alguma coisa seja produzida – também não sabem que todas as coisas da igreja se referem à fé e ao amor, e à conjunção desses dois, para que haja a igreja no homem (n. 7752-7762, 9186 e 9224). Que todas as coisas no universo que são segundo a ordem Divina se refiram ao bem e ao vero, e à conjunção desses dois (n. 2452, 3166, 4390, 4409, 5232, 7256, 10122 e 10555). Que os veros pertençam à fé e os bens pertençam ao amor (n. 4352, 4997, 7178 e 10367). Esta é a razão pela qual se tratou do bem e do vero nesta Doutrina. Por isso, pelas coisas que aí foram citadas pode-se concluir a respeito da fé e do amor e saber quais são quando estão conjuntos e quais são quando não estão conjuntos, pondo-se o amor em lugar do bem, a fé em lugar do vero e aplicando-se.
Os que não sabem que todas e cada uma das coisas no homem se referem ao entendimento e à vontade, e à conjunção desses dois, para que o homem seja homem, não sabem com clareza que todas as coisas da igreja se referem à fé, ao amor e à conjunção desses dois, para que a igreja esteja no homem (n. 2231, 7752-7754, 9224, 9995 e 10122). Que essas duas faculdades estejam no homem, uma chamada vontade e a outra, entendimento (n. 641, 803, 3623 e 3539). Que o entendimento seja destinado a receber os veros, assim, as coisas que são da fé, e a vontade destinada a receber os bens, assim, as coisas que são do amor (n. 9300, 9930 e 10064). Esta é a razão pela qual se tratou também da vontade e do entendimento nesta Doutrina, porque também pelas coisas que aí foram citadas pode-se concluir a respeito da fé e do amor, e saber quais são quando estão conjuntos e quais são quando não estão conjuntos, pensando no amor presente na vontade e a fé, no entendimento.
Os que não sabem que o homem tem um interno e um externo, ou um homem interno e externo, e que todas as coisas do céu se referem ao homem interno e todas as coisas do mundo ao externo, e que a conjunção deles seja como a conjunção do mundo espiritual com o mundo natural, também não sabem o que é a fé espiritual e o que é o amor espiritual (n. 4392, 5132 e 8610). Que o homem seja interno e externo, e que o homem interno seja o homem espiritual, e o externo, natural (n. 978, 1015, 4459, 6309 e 9701-9709). Que a fé seja espiritual, assim, que a fé seja fé tanto quanto estiver no homem interno; semelhantemente em relação ao amor (n. 1594, 3987 e 8443). E que quanto mais os veros que são da fé são amados, mais se tornem espirituais (n. 1594 e 3987). Esta é a razão pela qual se tratou do homem interno e externo, porque pelas coisas que aí foram citadas pode-se concluir a respeito da fé e do amor, e quais são eles quando não são espirituais, assim, quando são da igreja e quando não são da igreja.

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