Texto Completo
Dos Arcanos Celestes
129. Que a vida de piedade sem a vida de caridade não tenha valor, mas seja útil com esta (n. 8252 e seq.). Que a santidade externa sem a santidade interna não seja santidade (n. 2190 e 10177). Daqueles que viveram na santidade externa e não pelo interno; quais eles são na outra vida (n. 951 e 952).
Que haja uma igreja interna e uma externa (n. 1098). Que haja um culto interno e um culto externo; quais são um e outro (n. 1083, 1098, 1100, 1151 e 1153). Que sejam os internos que fazem o culto (n. 1175). Que o culto externo sem o interno seja um culto nulo (n. 1094 e 7724). Que o interno esteja no culto se a vida do homem for a vida de caridade (n. 1100, 1151 e 1153). Que o homem esteja no culto verdadeiro quando está no amor e na caridade, isto é, quando está no bem quanto à vida (n. 1618, 7724 e 10242). Que a qualidade do culto seja segundo o bem (n. 2190). Que o culto mesmo seja a vida segundo os preceitos da igreja que são procedentes da Palavra (n. 7884, 9921, 10143, 10153, 10196 e 10645).
Que o verdadeiro culto seja oriundo do Senhor no homem, e não oriundo do homem mesmo (n. 10203 e 10299). Que o Senhor queira o culto da parte do homem por causa da salvação do homem e não por causa de Sua glória (n. 4593, 8263 e 10646). Que o homem creia que o Senhor quer o culto da parte do homem por causa da glória, mas que os que assim creem ignorem o que é a glória Divina; e que a glória Divina seja a salvação do gênero humano, a qual o homem tem quando nada atribui a si mesmo e quando, por humilhação, remove o seu proprium, porque então o Divino pode influir pela primeira vez (n. 4347, 4593, 5957, 7550, 8263 e 10646). Que a humilhação de coração no homem exista pelo reconhecimento de si, que é tal que nada é senão o mal, e que de si nada pode; e, então, pelo reconhecimento do Senhor, que de Si mesmo é somente o bem, e que o Senhor pode todas as coisas (n. 2327, 3994 e 7478). Que o Divino não possa influir senão num coração humilde, porque quanto mais o homem está na humilhação, mais está afastado do seu proprium, assim, afastado do amor de si (n. 3994, 4347 e 5957). Assim, que o Senhor não queira a humilhação por causa de Si, mas por causa do homem, para que o homem esteja num estado de receber o Divino (n. 4347 e 5957). Que o culto não seja culto sem a humilhação (n. 2327, 2423 e 8873). A humilhação de coração que é externa, qual é (n. 5420 e 9377). Que não exista humilhação de coração nos maus (n. 7478). Que o culto externo sem o culto interno esteja naqueles que não têm caridade nem fé (n. 7640).
Se no homem reina interiormente o amor de si e do mundo, o seu culto é externo sem o interno, qualquer que seja a aparência na forma externa (n. 1200). Que o culto externo em que reina interiormente o amor de si, como o que existe nos que são da Babilônia, seja profano (n. 1182 e 10307-10309). Que seja uma coisa infernal fingir afeições celestes no culto quando o homem está nos males do amor de si (n. 1304, 1306-1308, 1321, 1322 e 1326). Do culto externo, qual ele é quando procede do interno e qual ele é quando não procede do interno; isto se pode ver pelo que foi dito anteriormente a respeito do homem interno e externo (n. 10309).
Daqueles que renunciam o mundo e daqueles que não renunciam, quais eles são e qual é a sorte deles na outra vida, veem-se muitas coisas na obra O Céu e o Inferno e em dois artigos ali; um, onde se trata dos ricos e dos pobres no céu, n. 357-365; o outro, onde se trata da vida que conduz ao céu, n. 528-535.
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