Dos Arcanos Celestes 148. Que todo livre pertença ao amor ou à afeição, porque aquilo que o homem ama, isso ele livremente faz (n. 2870, 3158, 8987, 8990, 9585 e 9591). Que o livre seja a vida de cada um, porque pertence ao amor (n. 2873). Que haja o livre celeste e o livre infernal (n. 2870, 2873, 2874, 9589 e 9590). Que o livre celeste pertença ao amor do bem e do vero (n. 1947, 2870 e 2872). E visto que o amor do bem e do vero procede do Senhor, que o livre mesmo seja ser conduzido pelo Senhor (n. 892, 905, 2872, 2886, 2890-2892, 9096, 9586 e 9587-9591). Que o homem seja introduzido pelo Senhor no livre celeste por meio da regeneração (n. 2874, 2875, 2882 e 2892). Que o homem deva estar no livre, para que possa ser regenerado (n. 1937, 1947, 2876, 2881, 3145, 3158, 4031 e 8700). Que, de outro modo, o amor do bem e do vero não possa ser implantado no homem e lhe ser apropriado aparentemente como seu (n. 2877, 2879, 2880 e 2888). Que nada que se faz por constrangimento possa ser conjunto ao homem (n. 2875 e 8700). Se o homem pudesse ser reformado por constrangimento, todos seriam salvos (n. 2881). Que o constrangimento na reforma seja danoso (n. 4031) Que o culto pelo livre seja culto, mas não o culto que vem de constrangimento (n. 1947, 2880, 7349 e 10097). Que a penitência deva ser feita num estado livre, e a que se faz no estado de constrangimento não tenha valor; (n. 8392). Os estados de constrangimento, quais são (n. 8392). Que ao homem seja concedido agir pelo livre da razão, para que o bem lhe seja provido, e que por isso o homem está no livre de pensar e também de querer o mal, bem como de fazê-lo, quando as leis não o impendem (n. 10777). Que o homem seja mantido pelo Senhor entre o céu e o inferno, e, assim, no equilíbrio, para que esteja no livre, por causa da reforma (n. 5982, 6477, 8209 e 8987). Que aquilo que foi inseminado no livre permaneça, mas não o que o foi em constrangimento (n. 9588 e 10777). Que, por isso, o livre nunca é tirado de ninguém (n. 2876 e 2881). Que ninguém seja constrangido pelo Senhor (n. 1937 e 1947). De que maneira o Senhor conduz o homem pelo livre ao bem, a saber, pelo livre o desvia do mal e o volta para o bem, conduzindo-o tão suave e tacitamente que o homem não sabe outra coisa senão que tudo procede de si (n. 9587). Que constranger a si mesmo seja do livre, mas não ser constrangido (n. 1937 e 1947). Que o homem se deva constranger para resistir ao mal (n. 1937, 1947 e 7914). E também para fazer o bem como se por si, mas, no entanto, reconhecer que o é pelo Senhor (n. 2883, 2891, 2892 e 7914). Que o homem esteja num livre mais pleno nas lutas de tentações nas quais vence, porque então o homem se constrange interiormente para resistir aos males, ainda que pareça diferentemente (n. 1937, 1947 e 2881). Que em todo estado de tentação haja o livre, mas que esse livre seja interior no homem pelo Senhor, e que por isso ele lute e queira vencer e não ser vencido, o que não ocorre sem o livre (n. 1937, 1947 e 2881). Que o Senhor faça isso por uma afeição do vero e do bem impressa no interno do homem, sem que o homem o saiba (n. 5044). Que o livre infernal seja ser conduzido pelos amores de si e do mundo e suas concupiscências (n. 2870 e 2873). Que aqueles que estão no inferno não conheçam outro livre (n. 2871). Que o livre celeste esteja tão distante do livre infernal quanto o céu está distante do inferno (n. 2873 e 2874). Que o livre infernal considerado em si mesmo seja a servidão (n. 2884 e 2890). Porque a servidão é ser conduzido pelo inferno (n. 9586 e 9589-9591). Que todo livre seja como o proprium e segundo este (n. 2880). Que o homem, pela regeneração, receba do Senhor um proprium celeste (n. 1937, 1947, 2882, 2883 e 2891). Qual é o proprium celeste (n. 164, 5660 e 8480). Que esse proprium pareça ao homem como se fosse seu próprio, porém não é seu, mas do Senhor nele (n. 8497). Que aqueles que estão nesse proprium estejam no livre, porque o livre é ser conduzido pelo Senhor e pelo Proprium d’Ele (n. 892, 905, 2872, 2886, 2890-2892, 4096, 9586, 9587 e 9589-9591).