NJDC 158

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

Dos Arcanos Celestes
158. Que o mérito e a justiça pertençam ao Senhor, somente (n. 9715 e 9979). Que o mérito e justiça do Senhor sejam que Ele salve o gênero humano pelo próprio poder (n. 1813, 2025, 2026, 2027, 9715, 9809 e 10019). Que o bem da justiça e do mérito do Senhor seja o bem que reina no céu, e que esse bem seja o bem do Seu Divino Amor, pelo qual salvou o gênero humano (n. 9486 e 9979). Que nenhum homem possa por si mesmo tornar-se justiça, nem por direito algum reivindicá-la (n. 1813). Quais são os que na outra vida reivindicam a si a justiça (n. 942 e 2027). Que seja chamado ‘justo’, na Palavra, aquele a quem são adjudicados a justiça e o mérito do Senhor, e ‘injusto’ aquele a quem se atribui a própria justiça e o seu mérito (n. 5069 e 9263). Quem foi uma vez feito justo pelo Senhor, continuamente será justo por Ele, pois a justiça nunca se torna própria do homem, mas continuamente do Senhor (n. 3686). Que aqueles que na igreja creem na justificação pouco saibam a respeito da regeneração (n. 5398).
Quanto mais o homem é sábio, mais atribui todos os bens e veros ao Senhor e não a si mesmo (n. 10227). Porque todo bem e vero que é bem e vero procede do Senhor e nada do homem; e como o bem oriundo do homem não é o bem, segue-se daí que nenhum homem tem mérito, mas o Senhor, somente (n. 9975, 9981 e 9988). Que aqueles que entram no céu abdiquem de todo mérito seu (n. 4007). E que não pensem em retribuição por causa dos bens que fizeram (n. 6478 e 9174). Que os que pensam pelo mérito não reconheçam que todas as coisas são da misericórdia (n. 6478 e 9174). Que aqueles que pensam pelo mérito pensem na recompensa e na retribuição; por isso, querer merecer é querer ser recompensado (n. 5660, 6392 e 9975). Que os tais não possam receber em si o céu (n. 1835, 8478 e 9977). Que a felicidade celeste consista na afeição de fazer o bem sem o fim de retribuição (n. 6388, 6478, 9174 e 9984). Na outra vida, quanto mais alguém faz o bem sem o fim da retribuição, mais influi do Senhor a bem-aventurança com aumento, e ela é logo dissipada quando se pensa na retribuição (n. 6478 e 9174).
Que o bem deva ser feito sem o fim de retribuição; (n. 6392 e 6478); ilustrado (n. 9981). Que a genuína caridade seja desprovida de tudo o que é meritório (n. 2343, 2371, 2400, 3887 e 6388-6393). Porque vem do amor, assim, do prazer de fazer o bem (n. 3816, 3887, 6388, 6478, 9174 e 9984). Que por ‘recompensa’, na Palavra, se entendam o prazer e a bem-aventurança em se beneficiar os outros sem o fim de recompensa, e que esse prazer e essa felicidade sejam sentidos e percebidos por aqueles que estão na genuína caridade (n. 3816, 3956 e 6388).
Que aqueles que fazem o bem por causa de recompensa amem a si mesmos, não ao próximo (n. 8002 e 9210). Que, na Palavra, por ‘mercenários’, no sentido espiritual, se entendam os que fazem o bem por causa de recompensa (n. 8002). Que aqueles que fazem o bem por causa de retribuição queiram ser servidos na outra vida, e que nunca estejam contentes (n. 6393). Que desprezem ao próximo e fiquem irados contra o Senhor mesmo, por não receberem recompensa, dizendo que a tinham merecido (n. 9976). Que, na outra vida, aqueles que em si separaram a fé da caridade façam meritórias a fé e também as obras que fizeram na forma externa, assim, por causa de si (n. 2371). Quais são, além disso, na outra vida, os que puseram mérito nas obras (n. 942, 1774, 1877 e 2027). Que ali estejam na terra inferior, e pareçam a si mesmos como se estivessem a cortar madeira (n. 1110, 4943 e 8740), pelo fato de a ‘madeira’ significar em particular o bem do mérito, principalmente a ‘madeira schittim’ (n. 2784, 2812, 9472, 9486, 9715 e 10178).
Que aqueles que fizeram o bem por causa de retribuição sejam serviçais no reino do Senhor (n. 6389 e 6390). Que aqueles que põem mérito nas obras sucumbam nas tentações (n. 2273 e 9978). Que aqueles que estão nos amores de si e do mundo não saibam o que é fazer o bem sem retribuição (n. 6392).

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