Texto Completo
Dos Arcanos Celestes
183. O que é a regeneração e por que ela se faz. Que hoje pouco se saiba a respeito da regeneração; a causa disso (n. 3761, 4136 e 5398). Que o homem nasça em males de todo gênero, e que daí, quanto ao seu proprium, não seja por nascimento outra coisa senão o mal (n. 210, 215, 731, 874-876, 987, 1047, 2307, 2308, 3518, 3701, 3761, 8480, 8549, 8550, 8552, 10283, 10284, 10286 e 10731). Que o hereditário do homem não seja outra coisa senão o mal (vide as passagens coligidas acima nesta Doutrina, n. 83). Que também o proprium do homem não seja outra coisa senão o mal (n. 82). Que o homem, de si mesmo, quanto ao hereditário e ao proprium, seja pior do que os animais brutos (n. 637 e 3175). Que, por isso, de si mesmo vise continuamente o inferno (n. 694 e 8480). Por isso, se o homem for conduzido por seu proprium, não pode ser salvo de maneira alguma (n. 10731).
Que a vida natural do homem seja contrária à vida espiritual (n. 3913 e 3928). Que o bem que o homem faz por si, ou por seu proprium, não seja o bem, porque o faz por causa de si e por causa do mundo (n. 8480). Que o proprium do homem deva ser removido, para que o Senhor e o céu possam estar presentes (n. 1023 e 1044). Que o proprium do homem seja realmente removido quando o homem é regenerado pelo Senhor (n. 9334-9336, 9452, 9454 e 9938). Que, por isso, o homem deva ser criado de novo, isto é, ser regenerado (n. 8549, 9450 e 9938). Que ‘criar’ o homem signifique, na Palavra, regenerá-lo (n. 16, 88 e 10634).
Que o homem, pela regeneração, seja conjunto ao Senhor (n. 2004 e 9338). Que também seja consociado aos anjos no céu (n. 2379). Que o homem não venha ao céu antes de estar num estado em que seja conduzido pelo Senhor por meio do bem, o que acontece quando é regenerado (n. 8516, 8539, 8722, 9139, 9832 e 10367).
Que no homem que não foi regenerado o homem externo ou natural impere e o interno sirva (n. 3167 e 8743). Assim, que o estado da vida do homem seja inverso por nascimento, e, por isso, deve absolutamente ser convertido, para que o homem possa ser salvo (n. 6507, 8552, 8553 e 9258). Que o propósito da regeneração seja que o interno ou espiritual impere e o externo ou natural sirva (n. 911 e 913). Que também isto se faça quando o homem foi regenerado (n. 5128, 5651 e 8743). Porque, depois, da regeneração, não reina mais o amor de si e do mundo, mas o que reina é o amor ao Senhor e para com o próximo, assim, o Senhor e não o homem (n. 8856 e 8857). Que daí seja evidente que o homem, a menos que seja regenerado, não pode ser salvo (n. 5280, 8548, 8772 e 10156).
Que a regeneração seja um plano para ser aperfeiçoada a sua vida na eternidade (n. 9334). Que, também, o homem regenerado seja aperfeiçoado na eternidade (n. 6648 e 10048). Qual é o homem regenerado e qual é o homem não regenerado (n. 977, 986 e 10156).