NJDC 186

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Autor: Emanuel Swedenborg

Texto Completo

. Várias coisas a respeito da regeneração. Que o homem seja regenerado pelos veros da fé e por uma vida segundo os veros (n. 1904, 2046, 9088, 9959 e 10028). Que isto se entenda pelas palavras do Senhor:
“Se o homem não for gerado pela água e pelo espírito, não pode entrar no reino de Deus” (Jo. 3:5);
pela ‘água’ é significado o vero da fé, e pelo ‘espírito’ a vida segundo o vero (n. 10240). Que pela ‘água’ na Palavra seja significado o vero da fé (n. 2702, 3058, 5668, 8568 e 10238). Que, também, a purificação espiritual, que é a dos males e falsos, se faça pelos veros da fé (n. 2799, 5954, 7044, 7918, 9088, 10229 e 10237). Que os veros, quando o homem é regenerado, sejam inseminados e implantados no bem, para que se tornem da vida (n. 880, 2189, 2574 e 2697). Quais devem ser os veros, para que possam ser implantados no bem (n. 8725). Que o vero seja iniciado e conjunto ao bem, e o bem ao vero, reciprocamente, na regeneração (n. 5365 e 8516). De que maneira se fazem a iniciação e a conjunção recíproca (n. 3155 e 10067).
Que o vero seja implantado no bem quando se torna da vontade, porque então se torna do amor (n. 10367). Que haja dois estados no homem que é regenerado, primeiro quando é conduzido pelo vero ao bem, e o outro quando age pelo bem, e pelo bem vê o vero (n. 7992, 7993, 8505, 8506, 8510, 8512, 8516, 8643, 8648, 8658, 8685, 8690, 8701, 8772, 9227, 9230, 9274, 9509, 10048, 10057, 10058 e 10076). Qual é o estado do homem quando o vero está em primeiro lugar e o bem em segundo (n. 3610). Daí é evidente que o homem, quando está sendo regenerado, do vero vise o bem, mas, quando foi regenerado, do bem vise o vero (n. 6247). Assim, que se dê como que uma inversão, no qual o estado do homem é invertido (n. 6507).
Cumpre saber, porém que a coisa se passa assim: quando o homem está sendo regenerado, o vero está em primeiro lugar e o bem em segundo, porém aparentemente e não realmente; mas, quando o homem foi regenerado, o bem está em primeiro lugar e o vero em segundo, realmente e perceptivelmente (n. 3324, 3563, 3570, 3576, 3325, 3330, 3336, 3494, 3539, 3548, 3556, 3563, 4925, 4926, 4928, 4930, 4977, 5351, 6256, 6269, 6273, 8516 e 10110). Assim, que o bem seja o primeiro e o último na regeneração (n. 9337). Como o vero parece estar em primeiro lugar e o bem em segundo, quando o homem está sendo regenerado, ou, o que é o mesmo, quando o homem se torna uma igreja, que, por causa dessa aparência, desde os [tempos] antigos há a controvérsia quanto a se o primogênito da igreja é o vero da fé ou o bem da caridade (n. 367 e 2435). Que o bem da caridade seja realmente o primogênito da igreja, e o vero da fé apenas aparentemente (n. 3325, 3494, 4925, 4926, 4928, 4930, 8042 e 8080). Que, também, pelo ‘primogênito’ na Palavra seja significada a primeira coisa da igreja, à qual pertencem a prioridade e a superioridade (n. 3325). Que, por isso, o Senhor seja chamado ‘Primogênito’, porque n’Ele está e d’Ele vem todo bem do amor, da caridade e da fé (n. 3325).
Que não se deva voltar do estado posterior, que é quando do bem se visa o vero, ao estado anterior, que é quando do vero se visa o bem; as causas disso (n. 2454, 3650-3651, 5895, 5897, 7857, 7923, 8505, 8506, 8510, 8512, 8516, 9274 e 10184). Onde são explicadas as palavras do Senhor:
“Quem então estiver no campo, não volte atrás para tomar sua vestimenta” (Mt. 24:18);
e, também,
“Todo aquele que então estiver no campo, não volte às coisas atrás de si; lembrai-vos da esposa de Loth” (Lc. 16:31, 32);
Pois elas são significadas por essas palavras. O processo de regeneração do homem, descrito de que maneira acontece (n. 1555, 2343, 2490, 2657, 2979, 3057, 3286, 3310, 3316, 3332, 3470, 3701, 4353, 5122, 5126, 5270, 5280, 5342, 6717, 8772, 8773, 9043 9103, 10021, 10057 e 10367). Que os arcanos da regeneração sejam inumeráveis, porquanto a regeneração persiste por toda a vida do homem (n. 2679, 3179, 3584, 3665, 3690, 3701, 4377, 4551, 4552, 5122, 5126, 5398, 5912, 6751, 9103, 9258, 9296, 9297 e 9334). Que algo desses arcanos mal chegue à cognição e à percepção do homem (n. 3179 e 9336). Que seja isto o que se entende pelas palavras do Senhor:
“O vento sopra onde quer, e ouves o seu som, mas não sabes de onde vem nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do espírito” (Jo. 3:8).
Do processo de regeneração do homem da igreja espiritual (n. 2675, 2678, 2679 e 2682). E do processo de regeneração do homem da igreja celeste, e qual é a diferença (n. 5113 e 10124). Que aconteça com o homem regenerado como acontece com a criança, que primeiro aprende a falar, depois a pensar, em seguida a viver bem, até que todas as coisas fluam espontaneamente de si (n. 3203, 9296 e 9297). Assim, que aquele que é regenerado seja primeiro conduzido pelo Senhor como uma criança, depois como menino e em seguida como adulto (n. 3665, 3690, 4377-4379 e 6751). Que o homem, quando é regenerado pelo Senhor, esteja primeiro no estado de inocência externa, que é o seu estado de infância; depois, é sucessivamente conduzido ao estado de inocência interna, que é o seu estado de sabedoria (n. 9334, 9335, 10021 e 10210). Qual é e como é a inocência da infância, e qual e como é a inocência da sabedoria (n. 1616, 2305, 2306, 3494, 4563, 4797, 5608, 9301 e 10021). Comparação da regeneração do homem com a concepção e a formação do embrião no útero (n. 3570, 4931 e 9258). Que, por isso, as ‘gerações’ e as ‘natividades’ na Palavra signifiquem as gerações e as natividades espirituais, isto é, que são da regeneração (n. 613, 1145, 1255, 2020, 2584, 3860, 3868, 4070, 4668, 6239 e 10204). A regeneração do homem ilustrada pelas germinações no reino vegetal (n. 5115 e 5116). A regeneração do homem representada no arco-íris (n. 1042, 1043 e 1053).
Que um e outro homens, tanto o interno ou espiritual quanto o externo ou natural, devam ser regenerados, e que um o seja pelo outro (n. 3868, 3870, 3872, 3876, 3877 e 3882). Que o homem interno seja regenerado antes do externo, porque o interno está na luz do céu, e o externo na luz do mundo (n. 3221, 3325, 3469, 3493, 4353, 8746 e 9325). Que o homem externo ou natural seja regenerado pelo homem interno ou espiritual (n. 3286, 3288 e 3321). Que o homem não seja regenerado antes que seu homem externo ou natural o seja (n. 8742-8747, 9043, 9046, 9061, 9325 e 9334). Que o espiritual esteja fechado se o homem natural não for regenerado (n. 6299). E que seja como cego quanto aos veros e bens da fé e do amor (n. 3493, 3969, 4353 e 4588). Que todo o homem seja regenerado quanto o homem natural foi regenerado (n. 7442 e 7443). Que isto seja significado pela ‘lavação dos pés dos discípulos’ e por estas palavras do Senhor:
“Quem foi lavado não precisa ser lavado senão quanto aos pés, e está todo limpo” (Jo. 13:9, 20) (n. 10243).
Que a ‘lavação’ na Palavra signifique a lavação espiritual, que é a purificação dos males e dos falsos (n. 3147, 10237 e 10241). E que os ‘pés’ signifiquem as coisas que são do homem natural (n. 2162, 3761, 3986, 4280 e 4938-4952). Assim, que ‘lavar os pés’ seja purificar o homem natural (n. 3147 e 10241).
De que modo o homem natural é regenerado (n. 3502, 3508, 3509, 3518, 3573, 3576, 3579, 3616, 3762, 3786, 5373, 5647, 5650, 5651 e 5660). A qualidade do homem natural quando foi regenerado, e a qualidade quando não regenerado (n. 8744 e 8745). Que quanto mais o homem natural não combata o espiritual, mais o homem é regenerado (n. 3286). Que o homem natural perceba as coisas espirituais por influxo quando o homem foi regenerado (n. 5651).
Que o sensual, que é o último do homem regenerado, não seja hoje regenerado, mas que o homem seja elevado acima dele (n. 7442). Que aqueles que são regenerados sejam realmente elevados das coisas sensuais à luz do céu (n. 6183 e 6454). O que é e qual é homem sensual (vide acima, nos extratos, n. 50).
Que o homem seja regenerado pelo influxo nas cognições do bem e do vero que tem (n. 4096, 4097 e 4364). Que o homem, quando regenerado, seja introduzido pelos bens e veros intermediários nos bens e veros genuínos, e que depois os veros e bens intermediários sejam deixados, e os genuínos sucedam em seu lugar (n. 3665, 3686, 3690, 3974, 3982, 4063, 4067 e 4145). Que então seja introduza outra ordem entre os veros e os bens (n. 4250, 4251, 9931 e 10303). Que sejam dispostos segundo os fins (n. 4104). Assim, segundo os usos da vida espiritual (n. 9297). Que os que são regenerados passem por muitos estados e continuamente sejam conduzidos interiormente no céu, assim, mais perto do Senhor (n. 6645). Que o regenerado esteja na ordem do céu (n. 8512). Que o seu interno seja aberto no céu (n. 8512 e 8513). Que o homem, pela regeneração, venha à inteligência angélica, e que ela esteja encerrada em seus interiores enquanto ele vive no mundo, mas aberta na outra vida, e então haja para ele sabedoria semelhante à dos anjos (n. 2494 e 8747). O estado daqueles que são regenerados, quanto à iluminação (n. 2697, 2701 e 2704). Que o homem receba um novo entendimento pela regeneração (n. 2657). De que modo se passa com a frutificação do bem e a multiplicação do vero naqueles que são regenerados (n. 984). Que os veros do bem no regenerado façam como uma estrela por derivações sucessivas e se multipliquem continuamente ao redor (n. 5912).
Que os veros do bem no regenerado sejam dispostos nele em ordem como veros genuínos do bem, dos quais, como pais, procedem os restantes; que estejam no meio e, depois, se sucedam em ordem segundo as proximidades e as afinidades, até às últimas partes, onde há obscuridade (n. 4129, 4551, 4552, 5134 e 5270). Que os veros do bem no regenerado sejam dispostos na forma do céu (n. 3316, 3470, 3584, 4302, 5704, 5709, 6028, 6690, 9931 e 10303. E, na obra O Céu e o Inferno, no artigo a respeito da forma do céu segundo as quais se fazem as consociações e as comunicações ali, n. 200-212, e a respeito da sabedoria dos anjos do céu, n. 265-275).
Que no regenerado haja uma correspondência entre as coisas espirituais e as naturais (n. 2850). Que a ordem da vida seja inteiramente invertida no regenerado (n. 3332, 5159 e 8995). Que o homem regenerado seja inteiramente novo quanto ao espírito (n. 3212). Que o homem regenerado pareça semelhante ao não regenerado quanto às coisas externas, mas não quanto às internas (n. 5159). Que o bem espiritual – que vem de querer e fazer o bem pela afeição do amor do bem – não exista senão pela regeneração (n. 4538). Que os veros que entram pela afeição sejam também reproduzidos (n. 5893). Que os veros sejam conjuntos ao bem tanto quando sejam privados da vida do proprium do homem, e recebem a vida espiritual (n. 3607 e 3610). Que os veros tenham vida quanto mais forem removidos os males do amor de si e do mundo (n. 3610).
Que a primeira afeição do vero no homem que é regenerado não seja pura, mas seja sucessivamente purificada (n. 3089 e 8413). Que os males e falsos, no homem que é regenerado, sejam removidos lentamente, não repentinamente (n. 9334 e 9335). Que, não obstante, os males e falsos, que são próprios do homem, permaneçam, e que somente pela regeneração sejam removidos (n. 865, 868, 887, 929, 1581, 2406, 4564, 8206, 8393, 8988, 9014, 9333-9336, 9445, 9447, 9448, 9451-9454, 9938, 10057 e 10060). Que o homem jamais possa ser regenerado a ponto de se poder dizer que é perfeito (n. 894, 5122 e 6648). Que os maus espíritos não ousem agredir o regenerado (n. 1695). Que aqueles que na igreja creem na justificação pouco saibam a respeito da regeneração (n. 5398).
Que o homem deva ser livre para que possa ser regenerado (n. 1937, 1947, 2876, 2881, 3145, 3146, 3158, 4031 e 8700). Que o homem seja introduzido no livre celeste pela regeneração (n. 2874, 2875, 2882, 2892). Que não exista conjunção alguma do bem e do vero por constrangimento, assim, nenhuma regeneração (n. 2875, 3881, 4031 e 8700). (As demais coisas a respeito do livre na regeneração se veem na Doutrina acima, onde se trata do Livre).
Quem é regenerado deve necessariamente passar por tentações (n. 3696 e 8403). Porque as tentações se fazem por causa da conjunção do bem e do vero, e também por causa da conjunção do homem interno ao externo (n. 4248, 4572 e 5773).
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