. Que o Senhor lute pelo homem nas tentações. Que somente o Senhor lute no homem nas tentações, e que o homem nada faça por si (n. 1692, 8172, 8175, 8176 e 8273). Que o homem, por si, não possa de modo algum lutar contra os males e falsos, visto que isto seria combater contra todos os infernos, os quais ninguém pode domar e vencer senão o Senhor, somente (n. 1692). Que os infernos lutem contra o homem, e o Senhor a favor do homem (n. 8159). Que o homem lute pelos veros e bens, assim, por suas cognições e afeições, que estão nele; todavia, não o homem, mas o Senhor por meio delas (n. 1661). Que, nas tentações, o homem pense que o Senhor está ausente, porque as preces não são tão ouvidas quanto o são fora delas, mas que o Senhor então esteja ainda mais presente (n. 840). Que o homem, nas tentações, deva lutar como se por si mesmo e não encolher a mão, nem esperar ajuda imediata, mas crer, todavia, que o faz pelo Senhor (n. 1712, 8179 e 8969). Que o homem não possa, de outro modo, receber o proprium celeste (n. 1937, 1947, 2882, 2883 e 2891). Qual é esse proprium, que não é do homem, mas do Senhor nele (n. 1937, 1947, 2882, 2883, 2891 e 8497). Que a tentação para nada sirva, nem traga bem algum, se o homem não crer, ao menos depois das tentações, que o Senhor lutou e venceu por ele (n. 8969). Que aqueles que põem mérito nas obras não possam lutar contra os males, porque lutam pelo proprium, e não permitem ao Senhor lutar por eles (n. 9978). Que dificilmente possam ser salvos aqueles que creem merecer o céu pelas tentações (n. 2273). Que o Senhor não tente, mas livre e insinue o bem (n. 2768). Que as tentações pareçam vir do Divino, quando, todavia, não vêm (n. 4299). De que maneira se deve entender, na Oração Dominical, a frase: ‘Não nos induza em tentações’ (por experiência) (n. 1875). Que o Senhor, nas tentações, não concorra permitindo, segundo a ideia que o homem tem a respeito da permissão (n. 2768). Que em toda tentação haja o livre, ainda que assim não pareça, mas que esse livre esteja interiormente no homem pelo Senhor; e que por isso ele queira lutar e vencer, e não ser vencido, o que não aconteceria sem o livre (n. 1937, 1947 e 2881). Que o Senhor faça isso pela afeição do vero e do bem impressa no homem interno, sem o conhecimento do homem (n. 5044). Porque todo livre pertence à afeição ou ao amor e é segundo a sua qualidade (n. 2870, 3158, 8987, 8990, 9585 e 9591).