Dos Arcanos Celestes 246. Que a igreja específica seja onde há a Palavra e por ela o Senhor é conhecido, assim, onde os Divinos veros foram revelados (n. 3857 e 10761). Mas que, no entanto, não sejam por isso da igreja os que nasceram onde há a Palavra e onde o Senhor é conhecido, mas os que são regenerados pelo Senhor por meio dos veros da Palavra, que são aqueles que vivem a vida de caridade (n. 6637, 10143, 10153, 10578, 10645 e 10829). Os que são da igreja, ou, em quem a igreja está, estão na afeição do vero por causa do vero, isto é, amam o vero porque é vero; esses também examinam pela Palavra se são verdadeiros os doutrinais da igreja em que nasceram (n. 5432 e 6047); de outro modo, cada um estaria no vero por outrem, por nascimento apenas (n. 6047). Que a igreja do Senhor esteja em todos os que, em todo o mundo, vivem no bem segundo a sua religiosidade (n. 3263, 6637 e 10765). Que todos os que vivem no bem, onde quer que estejam, e reconhecem um só Deus, sejam aceitos pelo Senhor e venham ao céu, porquanto todos os que estão no bem reconhecem o Senhor, pelo fato de o bem ser proveniente do Senhor e de o Senhor estar no bem (n. 2589-2604, 2861, 2863, 3263, 4190, 4197, 6700 e 9256). Que a igreja universal nas terras seja, diante do Senhor, como um único homem (n. 7396 e 9276). Semelhantemente o céu, porque a igreja é o céu ou o reino do Senhor nas terras (n. 2853, 2996, 2998, 3624-3629, 3636-3643, 3741-3745 e 4625). Mas que a igreja onde o Senhor é conhecido e onde há a Palavra seja como o coração e o pulmão no homem, relativamente às demais partes do corpo, que por eles vivem como suas fontes de vida (n. 637, 931, 2054 e 2853). Assim é que, se não existisse uma igreja onde houvesse a Palavra e por ela o Senhor fosse conhecido, o gênero humano não seria salvo (n. 468, 637, 931, 4545 e 10452). Que a igreja seja o fundamento do céu (n. 4060). Que a igreja seja interna e externa (n. 1242, 6587, 9375, 9680 e 10762). Que a igreja interna seja o amor ao Senhor e a caridade para com o próximo; daí, que aqueles que estão na afeição do bem e do vero pelo amor ao Senhor e pela caridade para com o próximo constituam a igreja interna, e aqueles que estão no culto externo por obediência e fé constituam a igreja externa (n. 1083, 1098, 4288, 6380, 6587, 7840 e 8762). Que a igreja externa seja conhecer o vero e o bem e daí agir, mas que a igreja interna seja querer e amar o vero e o bem e daí agir (n. 4899 e 6775). Que haja o interno da igreja no culto daqueles que são da igreja externa, embora na obscuridade (n. 6775). Que a igreja interna e a igreja externa façam uma só igreja (n. 409 e 10762). Que o homem tenha um interno e um externo, o interno à imagem do céu e o externo à imagem do mundo; e que, por isso, para que o homem seja uma igreja, seu externo deve agir com o interno (n. 3628, 4523, 4524, 6057, 6314, 9706 e 10472). Que a igreja esteja no interno e, ao mesmo tempo, no externo do homem, mas não no externo sem o interno (n. 1795, 6580 e 10691). Que o interno da igreja seja segundo os veros e a qualidade destes, e segundo a implantação deles no bem pela vida (n. 1238). Que a igreja, assim como o céu, esteja no homem, e, assim, que a igreja no geral seja composta de homens nos quais há a igreja (n. 3884). Para que haja a igreja deve haver a doutrina de vida, que é a doutrina da caridade (n. 3445, 10763 e 10764). Que a caridade faça a igreja, e não a fé separada da caridade (n. 916). Por conseguinte, não a doutrina da fé separada da caridade, mas a doutrina da fé conjunta a ela, segundo a qual é a vida (n. 809, 1798, 1799, 1834, 1844, 4468, 4672, 4689, 4766, 5826 e 6637). Que não haja igreja no homem a não ser que os veros da doutrina sejam implantados no bem da caridade nele, assim, na vida (n. 3310, 3963 e 5826). Que não haja igreja alguma no homem se ele estiver somente nos veros que são chamados da fé (n. 5826). Quanto bem haveria na igreja se a caridade estivesse em primeiro lugar e a fé em segundo (n. 6269). E quanto mal, se a fé estiver em primeiro lugar (n. 6272). Que nas igrejas antigas a caridade tenha sido o principal e o essencial da igreja (n. 4680). Que a igreja seria como o céu se em todos houvesse a caridade (n. 2385 e 2853). Que a igreja seria uma se o bem fosse o caráter da igreja, e não o vero sem o bem, assim, se o caráter fosse a caridade e não a fé separada, e não importaria se as igrejas diferissem quanto aos doutrinais da fé e quanto aos externos do culto (n. 1285, 1316, 2982, 3267, 3445 e 3451). Que toda igreja comece pela caridade, mas que, no decorrer do tempo, se desvie dela (n. 494, 501, 1327, 3773 e 4689). E, assim, para o falso do mal e, finalmente, para o mal (n. 1834, 1835, 2910, 4683 e 4689). Comparação do começo e do crescimento da igreja com a infância e o envelhecimento do homem (n. 10134). E também com o nascer e o pôr do sol (n. 1837). Dos sucessivos estados da Igreja Cristã até o seu fim, onde são explicadas as coisas que o Senhor predisse a respeito da ‘consumação do século’ e do Seu ‘advento’, em Mateus, capítulo 24, do princípio ao fim (n. 3353-3356, 3486-3489, 3650-3655, 3751-3757, 3897-3901, 4057-4060, 4229-4231, 4332-4335, 4422-4424, 4635-4638, 4807-4810, 4954-4959 e 5063-5071). Que a Igreja Cristã hoje esteja em seu fim, porque aí não há fé, por não haver caridade (n. 3489 e 4689). Que o juízo final seja o último tempo da igreja (n. 2118, 3353, 4057, 4333 e 4535). Da vastação da igreja (n. 407-411). Que a consumação do século e o advento do Senhor sejam o último tempo da igreja velha e o começo de uma nova (n. 2243, 4535 e 10622). Que os veros interiores sejam revelados quando a igreja velha é devastada, para servirem à nova que é então instaurada (n. 3398 e 3786). Da instauração da igreja entre os gentios (n. 1366, 2986, 4747 e 9256).