Dos Arcanos Celestes Visto que todo bem que é provido ao homem influi do Senhor, por isso também devem ser citadas algumas passagens dos Arcanos Celestes em que se trata do influxo. E como o Senhor provê todas as coisas segundo a ordem Divina, por isso também devem ser citadas as que ali tratam da Ordem. 276. Que a providência seja o governo do Senhor nos céus e nas terras (n. 10773). Que o Senhor, pela providência, governe todas as coisas segundo a ordem, e que o governo segundo a ordem seja a providência (n. 1755 e 2447). E que governe todas as coisas ou pela vontade, ou pela indulgência, ou pela permissão, assim, de vários modos, segundo a qualidade no homem (n. 1755, 2447, 3704 e 9940). Que a providência aja invisivelmente (n. 5508). Que a maioria das coisas que são feitas pela providência apareçam ao homem como contingência (n. 5508). Que a providência aja invisivelmente a fim de que o homem não seja constrangido a crer pelas coisas visíveis e, assim, para que seu livre não seja ferido, porque o homem não pode ser reformado, por conseguinte, não pode ser salvo, a menos que esteja no livre (n. 1937, 1947, 2876, 2881, 3854, 5508, 5982, 6477, 8209, 8987, 9588, 10409 e 10777). Que a Providência Divina não considere as coisas temporais, que passam brevemente, mas as eternas (n. 5264, 8717 e 10776). Ilustrado (n. 6491). Que não creiam nisto aqueles que acreditam que a opulência e a eminência no mundo são as únicas coisas que são providas, as quais eles por isso chamam de bênçãos do Divino, quando, todavia, elas não consideradas pelo Senhor como bênçãos, mas somente como meios para a vida do homem no mundo; mas que o Senhor considere as coisas que conduzem à felicidade eterna do homem (n. 10409 e 10776). Que aqueles que estão na Divina Providência do Senhor sejam levados à felicidade eterna em todas e cada uma das coisas (n. 8478 e 8480). Que não entendem nem compreendam isso aqueles que atribuem tudo à natureza e à própria prudência, e nada ao Divino (n. 6484, 10409 e 10775). Que a Divina Providência do Senhor não seja somente universal, como se crê no mundo, e que as coisas particulares ou singulares pertençam à prudência do homem (n. 8717 e 10775). Que não exista o universal senão pelos singulares e com eles, porquanto os singulares, tomados juntamente, se chamam universal, do mesmo modo que os particulares, tomados juntamente, se chamam geral (n. 1919, 6159, 6338 e 6482-6484). Que o universal seja tal quais são os singulares dos quais é composto e com os quais se une (n. 917, 1040, 6483 e 8857). Que a providência seja universal porque está nas coisas mais singulares (n. 1919, 2694, 4329, 5122, 5904, 6058, 6481-6486, 6490, 7004, 7007, 8717 e 10774; confirmado do céu, n. 6486). Que nada poderia subsistir se a Divina Providência do Senhor não fosse universal pelas coisas mais singulares e nas coisas mais singulares (n. 6338). Que por ela todas as coisas sejam dispostas em ordem e mantidas em ordem, no geral e na parte (n. 6338). Do mesmo modo que se passa, comparativamente, com um rei na terra (n. 6482 e 10800). Que a prudência própria do homem seja como um minúsculo grão de areia no universo, enquanto a Providência Divina é relativamente o universo (n. 6485). Que os homens no mundo dificilmente compreendam que isto é assim (n. 8717, 10775 e 10780). Porque muitas falácias o assaltam e induzem cegueira (n. 6481). A respeito de alguém na outra vida que tinha acreditado no mundo que todas as coisas fossem da própria prudência e nada da Providência Divina; as coisas que estavam nele pareciam infernais (n. 6484). A Providência do Senhor a respeito dos maus, qual é (n. 6481, 6495, 6574, 10777 e 10779). Que os maus sejam governados pelo Senhor pelas leis da permissão, e que sejam permitidos por causa da ordem (n. 8700 e 10778). Que a permissão do mal pelo Senhor não seja como a de alguém que quer, mas como a de alguém que não quer, mas não pode evitar, por causa do fim urgente que é a salvação (n. 7877). Que permitir seja deixar o homem pensar e querer o mal por seu livre e, tanto quanto as leis não o proíbam, fazer (n. 10778). (Que, sem o livre, assim, sem essa permissão, o homem não possa ser reformado e, assim, não possa ser salvo, vide acima, na Doutrina, a respeito do Livre, n. 141-149). Que ao Senhor pertençam a providência e a previdência, e que uma não exista sem a outra (n. 5195 e 6489). Que o bem seja provido pelo Senhor e o mal seja previsto (n. 5155, 5195, 6489 e 10781). Que não exista predestinação ou destino (n. 6487). Que todos sejam predestinados para o céu e ninguém para o inferno (n. 6488). Que não haja no homem necessidade absoluta alguma pela providência, mas plena liberdade (ilustrado por comparação, n. 6487). Que pelos ‘eleitos’ na Palavra se entendam os que estão na vida do bem e, daí, do vero (n. 3755, 3900, 5057 e 5058). De que maneira se deve entender que “Deus o entregou na mão” (Êxodo 21:13) (n. 9010). Que a sorte, que em muitos eventos parece admirável, seja uma operação da Divina Providência no último da ordem, segundo a qualidade do estado do homem; e que ela possa ser uma confirmação de que a Divina Providência está nas mais singulares de todas as coisas (n. 5049, 5179, 6493 e 6494). Que a sorte seja proveniente do mundo espiritual, e que daí venha suas variações (também por experiência, n. 5179, 6493 e 6494).