. Que o Senhor tenha subjugado os infernos, Ele mesmo o ensina em João. Quando se aproximava a paixão da cruz, Jesus disse: “Agora é o juízo deste mundo; agora o príncipe deste mundo será lançado fora” (Jo. 12:27, 28, 31); no mesmo: “Confiai; Eu venci o mundo” (Jo. 16:33); e, em Isaías: “Quem é Este que vem de Edom...? avançando na multidão de Sua força... grande para salvar; ...o Meu braço Me trouxe a salvação, pelo que Se fez Salvador para eles” (Is. 63:1-19). Que Ele tenha glorificado o Seu Humano e que a paixão da cruz tenha sido a última tentação e a plena vitória, pela qual foi glorificado, Ele o ensina também em João: Depois que Judas saiu, Jesus disse: “Agora é glorificado o Filho do homem... e Deus O glorificará em Si mesmo, e logo O glorificará” (Jo. 13:31, 32); no mesmo: “Pai, a hora vem; glorifica o Teu Filho, para que o Teu Filho também glorifique a Ti” (Jo. 17:1, 5); no mesmo: “Agora Minha alma está perturbada; ...Pai, glorifica o Teu nome. E saiu uma voz do céu: E glorifiquei e de novo glorificarei” (Jo. 12:27, 28); e, em Lucas: “Porventura não importava que Cristo sofresse e entrasse na glória?” (Lc. 24:26). Essas coisas foram ditas a respeito de Sua paixão. ‘Glorificar’ é fazer Divino. Daí se pode ver agora que a menos que o Senhor tivesse vindo ao mundo e Se fizesse Homem, e desse modo libertasse do inferno todos os que creem n’Ele e O amam, nenhum mortal teria podido ser salvo. Assim é que se entende que sem o Senhor não há salvação.