NJDC 171

Obra: A Nova Jerusalém e Sua Doutrina Celeste

Texto

- Do Falso.
Há inumeráveis gêneros de falsos, a saber, tantos quantos há de males, e os falsos e os males estão de acordo com as origens que são em grande número, nºs 1188, 1212, 4729, 4822, 7574. Há o falso segundo o mal ou o falso do mal e há o mal segundo o falso ou o mal do falso, e de novo por conseqüência o falso, nºs 1679, 2243. De um falso tomado por princípio, decorrem falsos em uma longa série, nºs 1510, 1511, 4717, 4721. Há o falso segundo as cobiças do amor de si e do mundo; e há o falso pelas ilusões dos sentidos, nºs 1295, 4729. Há falsos de religião, e lia falsos da ignorância, nºs 4729, 8318, 9258. Há o falso em que está o bem e o falso em que não está o bem, nºs 2863, 9304, 10109, 10302. Há a falsidade, nºs 7318, 7319, 10648.
Do falso do mal, qual ele é, nºs 6359, 7272, 9304, 10302. Do mal do falso, qual ele é, nºs 2408, 4818, 7272, 8265, 8279. Os falsos pelo mal aparecem como nevoeiros, e como águas impuras acima dos infernos, nºs 8217, 8138, 8148. Tais águas significam também os falsos, nºs 739, 790, 7307. Os que estão no inferno preferem os falsos segundo o mal, nºs 1695, 7351, 7352, 7357, 7392, 7699. Os que estão no mal não podem pensar senão o falso, quando pensam por si mesmos, nº 7437.
Há falsos de religião que estão em concordância com o bem, e os há que estão em discordância, nº 9258. Os falsos de religião, se não estão em discordância com o bem, não produzem o mal senão naqueles que estão no mal da vida, nº 8318. Os falsos de religião são imputados, não a aqueles que estão no bem, mas a aqueles que estão no mal, nºs 8051, 8149. Todo falso pode ser confirmado, e quando foi confirmado aparece como vero, nºs 5033, 6865, 8521, 8780. É preciso abster-se bem de confirmar os falsos de religião, porque dai vem principalmente à persuasão do falso, nºs 845, 8780. Quanto é perigosa a persuasão do falso, nºs 794, 806, 5096, 7686. A persuasão do falso suscita continuamente cousas que confirmam o falso, nºs 1510, 1511, 1675. Os que estão na persuasão do falso estão interiormente presos, nº 5096. Quando os que estão num forte persuasivo do falso aproximam-se dos outros na outra vida, fecham o seu racional, e por assim dizer os sufocam, nºs 3895, 5128. Os veros não reais, e também os falsos, podem ser consorciados com os veros reais, mas os falsos em que está o bem, e não os falsos em que está o mal, nºs 3470, 3471, 4551, 4552, 7344, 8149, 9298. Os falsos em que está o bem são recebidos pelo Senhor como veros, nºs 4736, 8149. O bem cuja qualidade vem do falso é aceito pelo Senhor se há ignorância, e na ignorância inocência, e fim bom, nº 7887.
O mal falsifica o vero, porque faz descer o vero para o mal e o aplica ao mal, nºs 8094, 8149. O vero se diz falsificado quando foi aplicado ao mal por confirmação, nº 8602. O vero falsificado é contra o vero e o bem, nº 8062. Além disso, sobre as falsificações do vero, nºs 7318, 7319, 10648.

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