. No céu e no mundo existe uma ordem sucessiva e uma ordem simultânea. Na ordem sucessiva um sucede e segue após outro, do supremo até o ínfimo; mas na ordem simultânea um está próximo ao outro, dos íntimos até os extremos. A ordem sucessiva é como uma coluna com degraus do mais alto ao mais baixo, enquanto a ordem simultânea é como uma obra coerente com as periferias desde o centro até à superfície. Dir-se-á agora de que modo a ordem sucessiva se torna ordem simultânea no último. Isto se faz assim: os supremos da ordem sucessiva se tornam os íntimos da ordem simultânea, e os ínfimos da ordem sucessiva se tornam os extremos da ordem simultânea. É, por comparação, como uma coluna de degraus que, abatendo-se, torna-se um corpo coerente no plano.
[%2] Assim, o simultâneo é formado do sucessivo, e isto em todas e cada uma das coisas do mundo natural e em todas e cada uma das coisas do mundo espiritual, pois em toda parte existe um primeiro, um médio e um último, e o primeiro, por meio do médio, tende e vai para seu último. Agora, no que concerne à Palavra, o celeste, o espiritual e o natural procedem do Senhor em ordem sucessiva e estão na ordem simultânea no último. Ora, assim os sentidos celeste e espiritual da Palavra estão no seu sentido natural simultaneamente. Quando se compreende isso, pode-se ver de que maneira o sentido natural da Palavra, que é o seu sentido da letra, é a base, o continente e o sustentáculo dos seus sentidos espiritual e celeste, como também de que maneira o Divino Bem e o Divino Vero, no sentido da letra da Palavra, estão em sua plenitude, em sua santidade e em seu poder.
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