. Mas de que maneira se faz o desprendimento desses sentidos, é o que se dirá em poucas palavras. Para que se compreenda isso, deve ser relembrado o que acima se disse (n. 6, 38) a respeito da ordem sucessiva e da ordem simultânea, a saber, que o celeste, o espiritual e o natural se seguem em ordem sucessiva, um após o outro, desde os supremos que estão no céu até os últimos que estão no mundo. Na ordem simultânea, esses estão no último, que é o natural, um junto ao outro, dos íntimos para os extremos; e, semelhantemente, os sentidos sucessivos da Palavra, que são o celeste e o espiritual, estão ao mesmo tempo no natural. Compreendendo-se isso, pode-se de algum modo explicar ao entendimento de que maneira os dois sentidos, espiritual e celeste se desprendem do sentido natural quando o homem lê a Palavra. Com efeito, o anjo espiritual evoca o espiritual e o anjo celeste evoca o celeste; não poderiam fazê-lo de outra maneira, pois as coisas são homogêneas, e a natureza e a essência delas são consentâneas.
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