. Que tenha existido uma religião desde os tempos antiqüíssimos e que os habitantes de toda parte do mundo tenham tido conhecimento de Deus e algum conhecimento sobre a vida após a morte, isso não veio deles mesmos nem de sua sagacidade, mas da Palavra antiga (da qual se falou acima, n. 101-103) e, depois, da Palavra israelita. Daí emanaram os conceitos religiosos nas Índias e nas suas ilhas; pelo Egito e a Etiópia, nos reinos da África, e pelas regiões marítimas, na Ásia, na Grécia e, dali, na Itália. Mas como a Palavra não podia ser escrita de outra maneira senão por representativos, que são as coisas no mundo que correspondem às celestes e, assim, as significam, por isso as noções religiosas em muitas nações tornaram-se idolátricas e, na Grécia, fábulas, enquanto os atributos e qualidades Divinos mudaram-se em tantos deuses sobre os quais estabeleceram um supremo a que chamaram Jovevi, [talvezvii] de JEHOVAH. É notório que houve entre eles o conhecimento acerca do paraíso, do dilúvio, do fogo sagrado, das quatro idades, desde a primeira, de ouro, até à última, de ferro, pelas quais são significados na Palavra os quatro estados da igreja (como em Daniel 2:31-35). Também é notório que a religião maometana, que sucedeu e destruiu muitas religiões anteriores dos gentios, foi tirada da Palavra de ambos os Testamentos.