. Se a pessoa, após o castigo e a instrução, de novo pratica o mal, ou mesmo se pensa em fazer o mal, e não se abstém segundo os preceitos da verdade, então, quando o espírito corregedor retorna, ela é punida mais severamente. Mas os espíritos angélicos moderam a punição de acordo com a intenção no que fez e de acordo com a vontade no que pensou. Disso pode-se ver que seus anjos, que se estabelecem pela cabeça, têm uma espécie de jurisdição sobre a pessoa, porquanto permitem, moderam, restringem e influem. Todavia, foi explicado que esses anjos não julgam, mas que o Senhor, só, é o Juiz, e que d'Ele influem nos anjos todas as coisas que ordenam aos espíritos corregedores e aos espíritos instrutores, e que isso parece ser originado deles mesmos.