. Em seguida vi os espíritos-monges, a saber, os que no mundo foram monges viajantes ou missionários, de que se falou acima; e vi também uma multidão de espíritos que eram daquela terra, na sua maioria maus, aos quais tinham atraído e seduzido para o lado deles. Estes foram vistos pela região oriental dessa terra, de onde expulsaram os bons, que se retiraram para o lado norte da terra e de que já se falou. Esse grupo e seus sedutores foram reunidos em número de alguns milhares e separados; os maus dentre eles foram lançados nos infernos. Foi-me também possível conversar com um espírito-monge e perguntar-lhe o que fazia ali; respondeu que os instruía sobre o Senhor. "E sobre o que mais?" perguntei-lhe; "Sobre o céu e o inferno", ele respondeu. "E sobre o que mais?" perguntei-lhe de novo; "Sobre a fé em tudo o que eu diria", ele replicou. "E sobre o que mais?" "Sobre o poder de perdoar os pecados e abrir e fechar o céu". Indaguei-lhe então o que sabia sobre o Senhor, as verdades da fé, a remissão dos pecados, a salvação do homem, e o céu e o inferno, e descobri que dificilmente sabia alguma coisa e estava na escuridão e na falsidade sobre todas e cada uma dessas coisas; e nele não havia senão a cobiça de enriquecer-se e de dominar, que contraíra no mundo e trouxera consigo; portanto eu lhe disse que, como fora impelido por essa cobiça a vir a esse lugar, e sendo tal quanto à doutrina, não pudera, entre os espíritos dessa terra, ter um outro efeito do que retirar a luz celeste e trazer as trevas do inferno, e fazer, por conseqüência, que entre eles o inferno dominasse e não o Senhor. Além disso, era hábil em suas seduções, mas estúpido quanto às coisas que concernem ao céu. Como tal fosse esse espírito, em seguida, foi precipitado no inferno. Foi assim que os espíritos dessa terra foram libertos desses missionários.