. É coisa comum a toda religião que o homem deve se examinar, fazer penitência e desistir dos pecados, porque, se não faz isso, está em condenação. Que seja comum a toda religião, vê-se acima (ns. 4-8). É ainda comum, em todo o mundo cristão, ensinar o Decálogo e, por seu intermédio, iniciar as crianças na religião cristã, porque ele está na mão de todas as crianças. Os pais mesmos e os mestres lhes dizem que fazer o que ele proíbe é pecar contra Deus, e quando assim falam com as crianças estão disto convencidos. Quem deixará de se admirar que esses mesmos homens, e também as crianças depois de adultas, pensem que não estão debaixo dessa Lei e não podem fazer as coisas por essa Lei determinadas? A única razão que os induz a pensar assim é que eles amam os males e, por conseqüência, os falsos que favorecem tais males. São esses, portanto, que não consideram os preceitos do Decálogo como coisas da religião. Que essas mesmas pessoas vivam sem religião, ver-se-á na Doutrina da Fé.