. A Palavra é compreendida somente pelos que são iluminados. O racional humano não pode compreender os Divinos, nem mesmo os espirituais, se não for iluminado pelo Senhor (n. 2196, 2203, 2209 e 2654). Assim, são unicamente os iluminados que compreendem a Palavra (n. 10323). O Senhor dá aos que são iluminados a faculdade de entender os veros e de discernir os que parecem estar em contradição (n. 9382 e 10659). A Palavra no sentido da letra não é semelhante a si própria, e, algumas vezes, parece que se contradiz (n. 9025). E por isso é que os que não foram iluminados podem explicá-la e torcê-la para confirmar toda sorte de opinião e de heresia, e para proteger todo amor mundano e corporal (n. 4783, 10330 e 10400). São iluminados pela Palavra os que a leem pelo amor do vero e do bem, mas não os que a leem pelo amor da reputação, do lucro, da honra, assim, pelo amor de si (n. 9382, 10548, 10549 e 10551). São iluminados os que estão no bem da vida e, daí, na afeição do vero (n. 8694). São iluminados aqueles cujo interno foi aberto pela Palavra, por conseguinte, os que podem ser elevados à luz do céu quanto ao seu homem interno (n. 10400, 10402, 10691 e 10694). A iluminação é uma abertura real dos interiores que pertencem à mente, e também uma elevação à luz do céu (n. 10330). A santidade influi do interno, isto é, do Senhor pelo interno, nos que consideram a Palavra como santa, e isto sem que o saibam (n. 6789). São iluminados e veem os veros na Palavra os que são conduzidos pelo Senhor, mas não os que se conduzem a si próprios (n. 10638). Os que são conduzidos pelo Senhor são os que amam o vero porque é o vero, e esses são também os que amam viver segundo os Divinos Veros (n. 10578, 10645 e 10829). A Palavra é vivificada no homem segundo a vida de seu amor e de sua fé (n. 1776). As coisas que vêm da própria inteligência não têm vida em si mesmas, porque nenhum bem procede do proprium do homem (n. 8941 e 8944). Os que muito se confirmaram em uma doutrina falsa não podem ser iluminados (n. 10640). É o entendimento que é iluminado (n. 6608 e 9300). O entendimento é o recipiente do vero (n. 6222, 6608 e 10659). A respeito de todo doutrinal da igreja há ideias que pertencem ao entendimento e ao pensamento daí, segundo as quais o doutrinal é percebido (n. 3310 e 3825). As ideias do homem, enquanto vive no mundo, são naturais porque então o homem pensa no natural; mas a verdade é que ideias espirituais foram encerradas nessas ideias naturais nos que estão na afeição do vero pelo vero, e é a essas ideias espirituais que o homem vem depois da morte (n. 3310, 5510, 6201, 10237, 10240 e 10551). Sem as ideias do entendimento e do pensamento que provêm delas não há percepção alguma sobre qualquer coisa (n. 3825). As ideias sobre as coisas de fé são abertas na outra vida, e, lá, são vistas pelos anjos tais quais elas são; e o homem é então unido aos outros segundo essas ideias, tanto quanto elas procedam da afeição que pertence ao amor (n. 1869, 3310, 5510, 6200 e 8885). É por isso que a Palavra só é compreendida pelo homem racional, porque crer em alguma coisa sem a ideia do assunto e sem a intuição da razão é somente reter de memória um vocábulo destituído de toda vida de percepção e de afeição, o que não é crer (n. 2553). É o sentido literal da Palavra que é iluminado (n. 3436, 9824, 9905 e 10548).