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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Mas para que eu pudesse saber o que é o céu e a alegria celeste, pelo Senhor foi-me dado perceber frequentemente e por muito tempo, os encantos das alegrias celestes. Por isso posso saber, porque é por viva experiência, mas de modo nenhum posso descrever. Por outro lado, para que somente se tenha uma ideia a respeito, direi: é uma afeição de prazeres e de alegrias inumeráveis que se apresentam simultaneamente em comum; nesse comum, ou nessa afeição comum existem afeições inumeráveis, em harmonia, que não vêm distintamente à percepção, mas vêm obscuramente, porque a percepção é muito comum. Mas foi dado perceber que elas encerram coisas inumeráveis, de tal modo ordenadas que jamais se poderia descrever. Tais coisas inumeráveis são como fluem da ordem do céu. Tal ordem existe nos singulares e nos mínimos das afeições, que fazem com que uma unidade das mais comuns seja percebida segundo a capacidade do que é seu objeto. Numa palavra, são indefinidas em sua forma ordenadíssima para cada unidade comum, e não há que não viva ou que não afete, mesmo os íntimos, porque as alegrias celestes procedem dos íntimos. Foi percebido também que a alegria e a delícia celeste vinham como que do coração espalhando-se com a maior suavidade por todas as fibras íntimas, e daí nas fibras congregadas, com a sensação tal de encanto íntimo, que a fibra era como se fosse nada a não ser alegria e delícia. E todo o perceptivo e sensitivo daí vive semelhantemente da felicidade. A alegria das volúpias do corpo comparada a essa alegria é como um nevoeiro denso e pungente em relação a uma brisa pura e brandíssima.

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