Texto
. Para que eu soubesse o que se passa com os que desejam entrar no céu, mas que são tais que não podem estar ali, quando eu estava em alguma sociedade celeste, via anjo semelhante a uma criança, tendo sobre a cabeça uma coroa de flores azuladas de um brilho resplandecente, e em volta do peito grinaldas de outras cores. Daí foi dado a conhecer que eu estava numa sociedade onde reinava a caridade. Então, nessa mesma sociedade, foram admitidos alguns espíritos probos que, logo que ali entraram, tornaram-se muito mais inteligentes e falavam como espíritos angélicos. Depois foram ali introduzidos alguns que queriam ser inocentes por si mesmos; seu estado me foi representado por uma criança que rejeitava o leite de sua boca. Tais são aqueles. Depois foram admitidos alguns que se julgavam ser inteligentes por si mesmos; seu estado foi representado por suas faces, que pareciam brilhantes e lindíssimas. Eles foram vistos como tendo uma carapuça pontiaguda, da qual pendia um penacho; mas os seus rostos não pareciam ter carne humana, mas como os de estátuas, privados de vida. Tal é o estado dos se creem ser espirituais por si ou que creem que podem ter por si mesmos a fé. Outros espíritos foram admitidos que não puderam permanecer ali; ficavam prostrados, tomados de ansiedade e depois fugiam.