Texto
. ‘Ashkenaz, Rifath e Togarmah’. Que estas tenham sido outras tantas nações que tiveram tal culto, e que por elas sejam significados outros tantos doutrinais, que foram rituais, derivados do culto externo em Gomer, vê-se nos Profetas, onde também são nomeadas essas nações, e por elas, em toda parte, são significados os doutrinais ou rituais em ambos os sentidos, como de costume, ora num sentido genuíno, ora num sentido oposto. ‘Ashkenaz’, em Jeremias:
“Levantai um sinal na terra, tocai trombeta nas nações, consagrai contra ela as nações, fazei ouvir contra ela os reinos Ararath, Minni e Ashkenaz” (51:27).
Aí se trata da destruição de Babel, onde ‘Ashkenaz’ está em lugar de seu culto idolátrico, ou do culto externo separado do interno, que destrói Babel, estando especificamente em lugar dos falsos doutrinais, por conseguinte, no sentido oposto. ‘Togarmah’, em Ezequiel:
“Javã, Tubal e Mesheh, esses [foram] teus mercadores em alma de homens, e vasos de bronze deram por teu comércio. De Bethtogarmah, cavalos e cavaleiros, e mulos deram por teus auxílios [subsidiis]” (27:13–14);
onde se trata de Tiro, pela qual foram representados os que possuíam cognições das coisas celestes e espirituais; ‘Javã, Tubal e Mesheh’ são, como anteriormente, os vários rituais representativos ou correspondentes, do mesmo modo que ‘Bethtogarmah’. Os rituais externos daqueles se referem às coisas celestes, mas os destes, ou Bethtogarmah, às espirituais, como se vê pela significação das coisas com as quais negociaram, sendo aqui no sentido genuíno. No mesmo:
“Gomer e todas as suas alas; Bethtogarmah, os lados do norte e todas as suas alas” (Ez. 38:6),
em lugar dos doutrinais pervertidos, que são também ‘os lados do norte’, sendo aqui no sentido oposto.