ac 1679

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E feriram todo o campo dos amalequitas’; que signifique os gêneros dos falsos, é o que consta pela representação e pela significação da nação dos amalequitas. Todas as nações que estavam na terra de Canaã representaram os gêneros dos falsos e dos males, como se mostrará na continuação, pela Divina Misericórdia do Senhor. Os ‘amalequitas’ significavam os falsos, e os ‘amorreus em Hazazon-Tamar’, os males provenientes dos falsos. Que os ‘amalequitas’ significaram os falsos pelos quais os veros são atacados, é o que se pode ver pelo que é referido a respeito dos amalequitas (Êx. 17:13-16; Nm. 13:29; 24:20; Dt. 25:17. 18, 19; Jz. 5:13,14; 1Sm. 15:1 a 35; 27:8; Sl. 83:8, 9 [Em JFA, 83:7, 8]).
[2] Os refaim, os zuzim, os emim, os horeus, de que se tratou (vers. 5, 6), significavam as persuasões do falso que tiram a sua origem das cobiças do mal, isto é, dos males; mas aqui o ‘amalequita e o amorreu em Hazazon-Tamar’ significam os falsos de onde provêm os males. Uma coisa é o falso proveniente dos males e outra coisa é o falso de onde provém o mal. Os falsos têm a sua fonte nas cobiças que pertencem à vontade ou em princípios adotados que pertencem ao entendimento; os falsos provenientes das cobiças que pertencem à vontade são medonhos e não se deixam facilmente extirpar, porque são coerentes com a vida mesma do homem. A vida mesma do homem é o que ele deseja, isto é, o que ele ama; quando ele confirma consigo essa vida, ou essa cobiça, ou esse amor, todas as coisas que a confirmam são falsos e se implantam em sua vida: tais foram os antediluvianos.
[3] Mas os falsos provenientes dos princípios adotados, que pertencem ao entendimento, não podem se arraigar assim na parte voluntária do homem; tais são os doutrinais falsos, ou heréticos; eles começam, desde a origem, fora da vontade e pela absorção de tais desde a infância e, depois, pela confirmação na idade adulta; mas por serem falsos, eles não podem deixar de produzir os falsos da vida. Por exemplo, se alguém crê merecer a salvação por suas obras e se confirma nessa persuasão, o mérito mesmo, a justificação de si próprio e a confiança são os males que daí provêm; e, reciprocamente, se alguém crê que a piedade da vida não pode existir sem que se ponha o mérito nas obras, o mal que provém desse falso consiste em extinguir nele toda piedade da vida e se entregar às cobiças e aos prazeres dos sentidos. O mesmo acontece em muitos outros casos. Tais são os falsos e, por conseguinte, os males de que se trata neste versículo.

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