Texto
. Achando-me em minha cama, disseram-me que maus espíritos conspiravam contra mim com intenção de me sufocar; mas como eu me achasse em segurança sob a guarda do Senhor, desprezei essas ameaças e dormi. Contudo, acordando-me no meio da noite, senti que eu respirava não por mim, mas pelo céu, porque nada mais existia da minha respiração, o que percebi muito claramente. Foi dito então que se empreendera uma conspiração e dito que seria por aqueles que têm ódio às coisas interiores da Palavra, isto é, às verdades mesmas da fé, pois estas são as coisas interiores da Palavra, e isto porque são contra as suas falácias, persuasões e cobiças, em que podiam raciocinar pelo sentido da letra.
[2] Depois os comandantes, quando o esforço deles tornou-se ineficaz, tentaram entrar nos órgãos do meu corpo e penetrar até o coração, no qual também foram admitidos: o que sempre é percebido manifestamente pelo sentido, pois para os que são abertos os interiores que são do espírito, ao mesmo tempo se recebe também tal percepção sensitiva. Mas então fui posto em um certo estado celeste que foi que eu não fiz nenhum esforço para repelir esses visitantes, ainda menos para vingar o ferimento. Eles então disseram que eram pacíficos; mas logo foram como que privados de racionalidade, expirando vingança e se esforçando para levar a cabo seu propósito, mas em vão. Eles depois se dispersaram por si mesmos.
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