ac 1895

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E ela tinha uma serva egípcia’; que signifique a afeição dos conhecimentos, vê-se pela significação da ‘serva’ e pela significação do ‘Egito’. Sarai, que é a dona da casa, ou a senhora, representa e significa o vero adjunto ao bem, como antes foi dito. O vero adjunto ao bem é o ‘vero intelectual’ no sentido genuíno; mas o ‘vero racional’ está abaixo desse vero, por conseguinte, é inferior. O vero racional nasce dos conhecimentos e das cognições que lhes correspondem vivificados por meio da afeição; essa afeição, porque pertencente ao Homem Exterior, deve servir ao vero intelectual, que está no Homem Íntimo, como uma serva serve à sua dona ou uma criada à sua senhora; é por isso que essa afeição é a que é representada e significada pela serva Hagar.
[2] Não se pode exprimir, de modo a ser logo compreendido, como isso se efetua, pois cumpre saber antes o que é o ‘vero intelectual no sentido genuíno’ e, depois, ‘como nasce o racional’; este, a saber, nasce do homem interno como de um pai, e do homem exterior, ou natural, como de uma mãe. Sem a conjunção de um e do outro não existiria coisa alguma do racional. O racional não nasce dos conhecimentos nem das cognições, como se crê, mas nasce da afeição dos conhecimentos e das cognições, como é possível ver somente no fato de que ninguém pode se tornar racional, exceto quando algum prazer ou afeição dos conhecimentos e das cognições o inspira. A afeição é a vida materna mesma; o celeste mesmo e o espiritual, na afeição, é a vida paterna; daí, quanto mais houver afeições e qual for a qualidade da afeição, tanto mais se torna racional e, do mesmo modo que se torna racional, se torna homem. Os conhecimentos e as cognições são, em si mesmos, coisas mortas ou coisas instrumentais que são vivificadas por meio da vida da afeição; esta é a concepção do homem racional em cada homem. Se a serva era uma egípcia e se essa particularidade é mencionada, é porque o Egito significa os conhecimentos, como já foi explicado (n. 1164, 1165, 1186, 1462).

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