ac 2093

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘A quem Sarah parirá para ti’; que signifique o Divino vero conjunto ao Divino bem, do qual [vero] existirá [esse Racional], é o que se vê pela representação de ‘Sarah’, que é o Divino vero, assim como já se disse (n. 2063, 2081); e pela representação de ‘Abrahão’, que é o Divino bem, como se viu (n. 2063 e em muitos lugares).
[2] No capítulo precedente, onde se tratou de Ismael, por quem o primeiro Racional do Senhor foi representado, foi dito como esse Racional fora concebido e como tinha nascido; agora, aqui e no capítulo seguinte, se trata desse Racional que o Senhor tornou Divino, e isso por meio da conjunção do Divino bem com o Divino vero como por um casamento. O primeiro Racional não pode ser concebido de outro modo que não seja pelo influxo do Homem Interno na afeição dos conhecimentos do Homem Externo e só pode nascer da afeição dos conhecimentos que foi representada por Hagar, serva de Sarai, como se explicou no capítulo precedente (n. 1896, 1902, 1910, e em outros lugares do mesmo capítulo).
[3] Contudo, o segundo Racional, ou o [Racional] Divino, não é concebido e não nasce assim, mas é concebido e nasce pela conjunção do vero do Homem Interno com o bem desse Homem e pelo influxo que daí procede. No Senhor, era por Seu próprio poder procedente do Divino mesmo, isto é, de JEHOVAH. O Seu Homem Interno era JEHOVAH, como já se disse muitas vezes; o Bem mesmo, representado por Abrahão, pertencia ao Homem Interno, e o Vero mesmo, representado por Sarah, pertencia também ao Homem Interno; assim esse bem e esse vero eram Divinos. É pois daí que o Racional Divino do Senhor foi concebido e nasceu, e é mesmo pelo influxo do bem no vero, assim, é pelo vero, porque o principal do Racional é o vero, como se mostrou (n. 2072); por isso se diz aqui, “a quem Sarah parirá para ti”, o que significa o Divino vero conjunto ao Divino bem, do qual vero existirá o Racional; e acima (no vers. 17), que “Sarah, filha de noventa anos”, significando que o vero conjunto ao bem fará isso.
[4] Em todo homem, sendo criado à semelhança e à imagem de Deus, existe alguma coisa semelhante, ainda que não igual, isto é, o seu primeiro racional também é concebido e nasce pelo influxo do seu homem interno na vida da afeição dos conhecimentos de seu homem externo, mas o seu segundo racional é concebido e nasce do influxo do bem e do vero procedente do Senhor por meio de seu homem interno. Ele recebe do Senhor esse segundo racional quando ele é regenerado, porque então em seu racional ele sente o que é o bem e vero da fé; o homem interno está, no homem, acima de seu racional e pertence ao Senhor (n. 1889, 1940).

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