Texto
. Que ‘disse: Eis, na tenda’ signifique que estava na santidade, é o que se evidencia pela significação da ‘tenda’, que é a santidade (n. 414, 1102, 1566, 2145); diz-se ‘na santidade’ porque ele estava no bem. Todo bem é chamado santidade em razão disto, que pertença ao amor e à caridade, que procedem unicamente do Senhor. Mas assim como são os bens, assim são as santidades: os bens são formados, isto é, nascem e se fortificam, por meio dos veros da fé, e se têm, por isso, de acordo com a qualidade e a quantidade do vero da fé implantados na caridade, como acaba de ser dito (n. 2189). Daí se pode ver que os bens, ou as santidades, diferem em cada um; ainda que na forma externa eles se apresentem como semelhantes, o fato é que nas formas internas eles são diferentes, e isso tanto com os que estão fora da igreja como com os que estão no interior da igreja. No bem da caridade, no homem, há mais coisas do que jamais o homem pode crer. Nele estão todas as coisas que pertencem à sua fé, por conseguinte, elas estão na santidade do seu culto. A santidade de seu culto aparece tal qual ela é aos anjos, como na claridade do dia, ainda que o homem não saiba outra coisa senão que ele está em uma sorte de santidade. Em sua santidade há miríades de miríades de seus pensamentos sobre os bens e os veros da fé e miríades de miríades de afeições que daí provêm. Mas, pela Divina Misericórdia do Senhor, falar-se-á em outro lugar da santidade do culto e qual ela é em geral.