Texto
. ‘Para que talvez o mal não se me apegue, e [eu] morra’; que signifique então que não se poderia fazer outra coisa enquanto ele estivesse ao mesmo tempo no mal e que assim ele seria danado, é o que se vê sem necessidade de explicação. Pelo que se disse e se mostrou anteriormente (n. 301, 302, 302, 571, 582, 1001, 1327, 1328), pode-se saber o que estas palavras encerram, a saber, que o Senhor providencie juntamente para que o mal não se mescle com o bem; mas tanto quanto o homem está no mal, outro tanto ele é retirado do bem. É, com efeito, preferível que ele esteja inteiramente no mal do que estar no mal e ao mesmo tempo no bem; porque se ele está no mal e ao mesmo tempo no bem, ele não pode deixar de ser danado pela eternidade. São os dolosos [ou velhacos] e os hipócritas dentro da igreja que estão mais do que os outros nesse perigo. É, pois, isso, no sentido interno, o que é significado por estas palavras: “para que o mal não se me apegue e [eu] morra”.