Texto
. ‘Disse Isaque a Abrahão, seu pai; e disse: Meu pai. E disse: Eis-me [aqui], meu filho’; que signifique uma conversa do Senhor proveniente do Amor do Divino Vero com o Divino Bem, é o que se vê pela significação de ‘Isaque filho’, que é o Divino Vero, e pela significação de ‘Abrahão pai’, que é o Divino Bem, de que se tratará no que segue; e pela afeição que está nessas palavras, que seja uma e outra provenientes do amor; daí é evidente que é uma conversação do Senhor com Seu Pai. Que nessas palavras esteja oculto um maior número de arcanos do que os que podem chegar à percepção humana, é o que se pode ver a partir disso, que ‘disse’ reaparece quatro vezes nesse versículo. (É de uso frequente, na Palavra, quando alguma coisa nova começa, que se diga ‘E disse’, ver n. 2061, 2238, 2260.) E também [se vê] por isto, que são palavras de amor, pelas quais, quando chegam à percepção dos anjos celestes, que estão no sentido íntimo, esses anjos formam para si ideias celestíssimas, pois das afeições na Palavra formam para si as luzes das ideias. Mas os anjos espirituais as formam das significações das palavras e das coisas (n. 2157, 2275), assim, a partir dessas expressões, onde há quatro períodos distintos e quatro afeições de amor, tais, que jamais podem descer à capacidade de compreender humana nem serem expressas por palavras; e isso com abundância e variedade inefáveis. Daí se pode ver qual é a Palavra em seu sentido interno, mesmo onde na letra ela se mostra como simples, como neste versículo.