Texto
. ‘Na montanha de JEHOVAH verá’; que signifique a caridade, pela qual o Senhor providenciou para que eles fossem salvos, a saber, os espirituais, é o que se pode ver pela significação da ‘montanha’, que é o amor e a caridade (n. 795, 796, 1430); que ‘JEHOVAH verá’ seja a Providência do Senhor, ou o que foi provido pelo Senhor, é o que foi dito logo acima (n. 2836); aqui se diz a caridade e não o amor por causa da diferença que existe entre a caridade e o amor, de que se tratou (n 2023). Que os espirituais sejam salvos por meio da caridade e não da fé separada da caridade, é o que se vê por muitas passagens da Palavra. Eis o que há a respeito da caridade e da fé: A caridade sem a fé não é a genuína caridade; e a fé sem a caridade não é fé; para que haja caridade é necessário que haja fé, e para que haja fé é necessário que haja caridade; mas o essencial mesmo é a caridade; com efeito, a semente, que é a fé, não pode ser implantada em outro húmus. Da conjunção de uma e da outra mútua e reciprocamente é que se forma o casamento celeste, isto é, o Reino do Senhor. A fé, a menos que seja implantada na caridade, é meramente um conhecimento, pois ela não vai além da memória, porquanto não há afeição alguma do coração que receba; contudo, torna-se inteligência e sabedoria quando é implantada na caridade, isto é, na vida. A caridade sem a fé, tal qual existe nas crianças e entre os gentios, é apenas um húmus em que deverá ser implantada a fé, se não na vida do corpo, ainda assim na outra vida (ver n. 1802, 2280, 2290–2309, 2419, 2589–2604).