ac 2896

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. A Palavra, na Igreja Antiquíssima, que existia antes do dilúvio, não foi uma Palavra escrita, mas revelada a cada um que era pela igreja, com efeito [os antiquíssimos] foram homens celestes, portanto, estiveram na percepção do bem e vero como os anjos, com os quais estavam mesmo consociados; assim, eles tiveram a Palavra inscrita em seus corações; a respeito foi visto nos n. 597, 607, 895, 920, 1114 até o 1125. Esses [antiquíssimos], porque foram celestes e estavam consociados com os anjos, todas as coisas que eles viam e por algum outro sentido apreendiam para eles eram coisas representativas e significativas das coisas celestes e espirituais que estão no Reino do Senhor; assim, de fato eles viam com os olhos ou apreendiam por algum outro sentido as coisas mundanas e terrestres, mas a partir delas e por meio delas eles pensavam a respeito das coisas celestes e espirituais; por esse modo e não de outra maneira puderam falar com os anjos, pois as coisas que estão entre os anjos são celestes e espirituais, e quando se manifestam ao homem caem em coisas tais quais as que estão no mundo. Que cada uma das coisas que estão no mundo representem e signifiquem as que estão nos céus, é o que se mostrou desde o primeiro capítulo do Gênesis até aqui. Daí vieram as coisas representativas e significativas que, quando a comunicação com os anjos começou a cessar, foram recolhidas pelos que se entendem por Enoque, o que foi significado por estas palavras de Gênesis, capítulo 5, versículo 24:
“Enoque andou com Deus, e não mais, porque Deus o tomou.” (Ver n. 521).

Versão impressa (opcional)

Para estudo mais confortável, você pode adquirir esta obra em formato impresso: ver orientações.