Texto
. ‘E sucedeu [que], quando os camelos acabaram de beber’; que signifique o reconhecimento oriundo da iluminação nos conhecimentos gerais, é o que se vê por isto, que essas duas expressões, ‘sucedeu’ e ‘acabaram’, significam o sucessivo, e envolvem o fim do ato que precede e o começo do ato que segue (n. 3093), portanto, aqui, o reconhecimento, como logo acima se demonstrou. [Vê-se isto também] pela significação dos ‘camelos’, que são conhecimentos gerais (n. 3048, 3071); e pela significação de ‘beber’, que é aqui o mesmo que ‘tirar as águas’, como acima (n. 3097); e também a mesma coisa que ‘dar de beber’, como acima (n. 3058, 3071), a saber, ser iluminado. Daí se vê que por estas palavras, “e aconteceu [que], quando acabaram os camelos de beber”, é significado o reconhecimento, a saber, do Vero Divino pela iluminação nos conhecimentos gerais. A coisa mesma assim acontece: todo vero que é elevado do homem natural, isto é, dos conhecimentos ou das cognições e dos doutrinais (pois essas coisas pertencem ao homem natural), ao Racional, e aí recebido, deve primeiramente ser reconhecido qual então é, se concorda ou não com o bem que ali está; se concorda, ele é recebido, e se não concorda, é rejeitado. Os veros aparentes são vários em uma mesma comitiva, mas somente aqueles se conjungem, os que aí reconhecem o bem, assim, os que se amam mutuamente; mas para que sejam reconhecidos que sejam tais, deve haver no homem natural uma iluminação por meio da qual, aí, todos e cada um possam ser considerados de um só olhar e assim possa haver escolha. Essa iluminação no homem natural procede do bem, mas, entretanto, por meio do vero (n. 3094). É essa iluminação que é significada por isto: que Rebeca tirou [água] para os camelos, fê-los beber (ou deu-lhes de beber).