ac 3210

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E Isaque a introduziu na tenda de Sarah, sua mãe’; que signifique o santuário do vero no Divino Humano, é o que se vê pela significação da ‘tenda’, que é o [que é] santo (n. 414, 1102, 2145, 2152, 2576), assim, o santuário; e pela significação de ‘Sarah, sua mãe’, que é o Vero Divino (n. 1468, 1901, 2063, 2065, 2904), do qual nasceu o Divino Humano, cujo Racional é representado pelo filho ‘Isaque’. Daí se vê que “Isaque a introduziu na tenda de Sarah, sua mãe” significa que o Bem Racional tinha feito o Vero (representado por Rebeca) vir junto a si no santuário do vero.
[2] Quanto ao santuário do Vero, pode-se ver pelas coisas que acima foram ditas (n. 3194), a respeito do Divino Humano do Senhor, a saber, que no Divino mesmo [Ipsissimo Divino] seja o Bem e Vero, e que o Senhor quanto ao Divino Humano tenha saído do Divino Bem e nasceu (a saber, quanto ao Divino mesmo) do Divino Vero, ou, o que é o mesmo, que o Ser mesmo do Senhor fora o Divino Bem, mas o [Seu] Existir mesmo fora o Divino Vero, de onde procedeu o Divino Bem Racional, ao qual Ele conjungiu o Divino Vero proveniente do humano. Desse secretíssimo arcano não é possível dizer muitas coisas; [diz-se] apenas que é o mesmíssimo Divino Bem e Vero no Divino Humano do Senhor, ao qual foi conjunto o Vero proveniente do humano, que foi significado pelo Santuário, que foi o Santo dos santos no Tabernáculo e no Templo; e a qualidade dele foi representada pelas coisas que estavam ali, por exemplo, pelo Altar de ouro, pela mesa onde estavam os pães da proposição, pelo Castiçal, mais interiormente ainda pelo Propiciatório e pela Arca, e intimamente pelo Testemunho, que era a Lei promulgada [do alto] do Sinai; essa Lei era o Santo dos santos mesmo ou o Santuário do Vero.

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