Texto
. ‘E os varões do lugar perguntaram a [respeito da] mulher dele’; que signifique as investigações dos homens a respeito do Divino Vero, é o que se vê pela significação de ‘perguntar’, que é investigar; pela significação dos ‘varões do lugar’, a saber, de Gerar, que são aqueles que estão nos doutrinais da fé (que ‘Gerar’ sejam as coisas que pertencem à fé, ver os n. 1209, 2504, assim, os ‘varões do lugar’ são os homens de um tal estado); e pela significação da ‘mulher’, aqui Rebeca, que é o Divino Vero do Divino Racional do Senhor (n. 3012, 3013, 3077). Nas explicações que precedem, tratou-se das aparências do vero: que existam pelo influxo Divino procedente do Senhor nos racionais do homem. Aqui, agora, se trata da recepção dessas aparências, e de fato primeiro por aqueles que estão nos doutrinais da fé e que são entendidos pelos ‘varões do lugar’, ou ‘de Gerar’, e compõem a primeira classe daqueles que são chamados espirituais. Estes, como não têm de fato a percepção, como os celestes, e estão relativamente no obscuro (n. 1043, 2088, 2669, 2708 no começo, 2715, 2718, 2831, 3235, 3241, 3246), investigam se assim é, depois, se é um Divino Vero; e como eles não têm a percepção se é, dá-se-lhes tal coisa que se apresenta como o vero, e isso segundo o racional deles, isto é, segundo a sua compreensão, já que assim ela é recebida. A cada um é permitido crer os veros conforme os compreende; se não acontecesse isso, não haveria recepção, porque não haveria reconhecimento algum. É disso que agora se trata.