Texto
. O Tabernáculo com a Arca era também representado diante de alguns espíritos, porque os que tiveram muito deleite na Palavra quando viviam no mundo veem também tais representativos aparecerem diante deles; assim foi que apareceu, com todo o seu aparato, o Tabernáculo, a saber, os átrios, as coberturas ao redor, os véus por dentro, o altar de ouro ou dos perfumes, a mesa para os pães, o castiçal, o propiciatório como os querubins. E então era concedido também aos bons espíritos perceber o que cada um desses objetos significava, eram os três céus que tinham sido representados pelo Tabernáculo, e o Senhor mesmo pelo Testemunho na Arca sobre a qual estava o Propiciatório; e quanto mais a vista deles era aberta, tanto mais eles viam nesses representativos coisas mais celestes e mais Divinas, das quais não tinham tido cognição alguma na vida do corpo. E o que é admirável, não havia a menor coisa ali que não fosse um representativo, até os ganchos e as argolas.
[2] E para falar somente do pão que estava sobre a mesa, nesse pão, como objeto representativo e simbólico, eles percebiam esse alimento de que vivem os anjos, assim, o amor celeste e o amor espiritual com suas prosperidades e felicidades, e nesse alimento e nesses amores o Senhor mesmo, como Pão ou Maná vindo do céu; além de muitas outras coisas oriundas da forma, da posição, do número dos pães e do ouro que estava ao redor; e do castiçal pelo qual eram iluminados ainda exibiam representações de coisas mais inefáveis, e assim nas coisas restantes. A partir dessas coisas pôde-se ver que os ritos ou os representativos da Igreja Judaica contiveram em si todos os arcanos da Igreja Cristã; depois, que aqueles para os quais são abertos os representativos e os significativos da Palavra do Antigo Testamento podem saber e perceber os arcanos da igreja do Senhor nas terras quando vivem no mundo, e os arcanos dos arcanos que estão no Reino do Senhor nos céus, quando chegam na outra vida.