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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Tudo que de algum modo se apresenta no universo é representativo do Reino do Senhor, a tal ponto que nada de alguma forma existe no universo atmosférico e estelar, na terra e em seus três reinos, que não represente a seu modo, porquanto todas as coisas, em geral e em particular, que estão na natureza são as últimas imagens. Com efeito, do Divino procedem as coisas celestes, que pertencem ao bem, das coisas celestes procedem as coisas espirituais, que pertencem ao vero, e das celestes e das espirituais procedem as coisas naturais. Daí se pode ver quão grosseira, e mesmo quão terrestre, e também invertida, esteja a inteligência humana, que atribui cada uma das coisas à natureza separada ou privada de um influxo anterior a ela, ou de uma causa eficiente. Aqueles que também pensam e falam por esse modo se consideram mais sábios do que os outros, a saber, atribuindo todas as coisas à natureza, enquanto, em vez disso, a inteligência angélica consiste em não atribuir nada à natureza, mas em atribuir tudo, em geral e em particular, ao Divino do Senhor, assim, à vida, e não a uma coisa morta. Os eruditos sabem que a subsistência é uma perpétua existência, contudo, é contra a afeição do falso e, por isso, contra a reputação de erudição, dizer que a natureza subsiste continuamente, do mesmo modo que ela passou a existir a partir do Divino do Senhor. Ora, como todas e cada uma das coisas subsistem pelo Divino, isto é, existem continuamente, não só todas como cada uma das coisas que dali procedem não podem ser senão representativas daquelas coisas por meio das quais elas vieram a existir, segue-se então que o universo visível não é outra coisa senão o teatro representativo do Reino do Senhor, e que este seja o teatro representativo do Senhor mesmo.

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