ac 3508

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E foi Esaú ao campo para caçar a caça, para trazer’; que signifique o empenho da afeição do bem para adquirir o vero que deve ser conjungido ao Racional Divino, é o que se vê pela representação de ‘Esaú’, que é o bem do natural, de que se tratou antes; daí ele é a afeição do bem do Racional no natural, pois o bem que está no natural pertence não ao natural, mas ao Racional no natural (n. 3498); pela significação de ‘sair ao campo para caçar para trazer’, que é o empenho para adquirir para si o vero, porquanto o ‘campo’ é onde há um bom húmus (n. 3500); a ‘caça’ é o vero que provém do bem (n. 3501), ‘para trazer’ é para adquirir, assim, para adjungir para o Divino Racional. Aqui, como foi dito, trata-se, no sentido supremo, da glorificação do Natural do Senhor, e no sentido representativo, da regeneração do natural no homem (n. 3490). É segundo a ordem que isso se faça por meio do vero, isto é, por meio das cognições do bem e do vero, pois sem elas o Natural não pode ser iluminado pelo Racional, ou por meio do Racional, assim, não pode ser regenerado, as cognições são os vasos recipientes do bem e do vero que influem do Racional; os vasos são iluminados segundo a qualidade e a quantidade do que eles recebem. Os vasos que recebem do racional o bem e o vero são os veros mesmos do natural, que não são outros senão os conhecimentos, as cognições e as coisas doutrinais; é a partir da ordem das coisas que influem e a partir da ordem das coisas que estão ali entre eles, que eles se tornam bens; daí o bem do natural.

Versão impressa (opcional)

Para estudo mais confortável, você pode adquirir esta obra em formato impresso: ver orientações.