Texto
. ‘E [Isaque] o apalpou’; que signifique toda percepção, é o que se vê pela significação de ‘apalpar’, que é uma percepção íntima e de tudo, de que acima se tratou (n. 3528, 3559), aqui, a percepção de tudo, porque a percepção de todas coisas procede da percepção íntima, isto é, aqueles que estão na percepção íntima estão na percepção de todas as coisas que estão abaixo, pois as coisas que estão abaixo não são nada senão derivações e composições dali provenientes. O íntimo é, com efeito, tudo em todas as coisas dos inferiores a ele, pois o que é inferior não existe, a não ser que seja desde os interiores, ou, o que é o mesmo, desde os superiores, assim como o efeito existe desde sua causa eficiente. Daí se vê por que o fim faz o homem feliz ou infeliz na outra vida, porquanto o fim é o íntimo de toda causa, a tal ponto que, se o fim não estiver na causa, e mesmo a não ser que esteja em tudo dela, não há causa. Semelhantemente, o fim é o íntimo de todo efeito, pois o efeito é tal pela causa, e porque é assim, tudo que há no homem tira seu ser do fim que está nele e, por isso, o homem está, na outra vida, em um estado tal qual o estado em que está o seu fim (n. 1317, 1568, 1571, 1645, 1909, 3425). Daí se pode ver que ‘apalpar’, porque significa a percepção íntima, por isso significa toda a percepção.