Texto
. Vers. 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40: “Quando Esaú ouviu as palavras do seu pai, e bradou com grande brado, e muito amargo, e disse ao seu pai: Abençoa-me também a mim, meu pai. E disse: Veio o teu irmão com fraude e tomou a tua bênção. E disse: Não [se] chama o nome dele Jacó? E suplantou-me ele duas vezes; tomou a minha primogenitura e eis [que] agora tomou a minha bênção; e disse: Não reservaste uma bênção para mim? E respondeu Isaque, e disse a Esaú: Eis [que] o pus por senhor a ti, e todos os irmãos dele dei a ele por servos, e com grão e mosto o fortaleci. E a ti, pois, o que farei, meu filho? E disse Esaú ao seu pai: Será que [é] a única bênção que tens, meu pai? Abençoa-me também a mim, meu pai. E Esaú levantou sua voz e chorou. E respondeu Isaque, seu pai, e disse a ele: Eis, das gorduras da terra será a tua habitação, e do orvalho do céu, de cima. E sobre a tua espada viverás, e a teu irmão servirás, e será [que] quando dominares, e quebrarás o jugo dele de cima do teu pescoço.”
[2] ‘[Quando] Esaú ouviu as palavras do seu pai’ significa a apercepção do bem do natural oriunda do Bem Divino; ‘e bradou com grande brado, e muito amargo’ significa a sua grande alteração acerca da inversão do estado; ‘e disse ao seu pai: Abençoa-me também a mim, meu pai’ significa que ele desejava a conjunção, ainda que por esse modo o vero tivesse sido conjunto; ‘E disse: Veio o teu irmão com fraude’ significa a inversão da ordem; ‘e tomou a tua bênção’ significa a conjunção assim.
[3] ‘E disse: Não [se] chama o nome dele Jacó?’ significa a sua qualidade; ‘E suplantou-me ele duas vezes’ significa que ele inverteu a ordem; ‘tomou a minha primogenitura’ significa a prioridade; ‘e eis [que] agora tomou a minha bênção’ significa a conjunção; ‘e disse: Não reservaste uma bênção para mim?’ significa se não havia para ele alguma coisa quanto a conjunção nesse estado anterior.
[4] ‘E respondeu Isaque, e disse a Esaú’ significa a instrução; ‘Eis [que] o pus por senhor a ti’ significa que nesse estado ele dominaria; ‘e todos os irmãos dele dei a ele por servos’ significa que as afeições do bem estão então, quanto à aparência, subordinadas à afeição do vero; ‘e com grão e mosto o fortaleci’ significa, como antes, o seu bem e vero; ‘E a ti, pois, o que farei, meu filho?’ significa que para o bem nesse estado não há mais outra coisa.
[5] ‘E disse Esaú ao seu pai’ significa a apercepção do bem no natural; ‘Será que [é] a única bênção que tens, meu pai?’ significa se pelo bem natural não poderia então ser adjunta outra coisa; ‘Abençoa-me também a mim, meu pai’ significa que ele desejava a conjunção, ainda que por esse modo o vero tivesse sido conjunto; ‘E Esaú levantou sua voz e chorou’ significa o estado ulterior da alteração.
[6] ‘E respondeu Isaque, seu pai, e disse a ele’ significa a percepção a respeito do Bem Natural, que ele se tornaria Divino; ‘Eis, das gorduras da terra será a tua habitação’ significa que a vida proviria do Divino Bem; ‘e do orvalho do céu, de cima’ significa que a partir do Divino Vero.
[7] ‘E sobre a tua espada viverás, e a irmão teu servirás’ significa que enquanto o vero estiver conjungido ao bem, o bem deve estar em aparência no lugar inferior; ‘e será [que] quando dominares’ significa que ele estará em primeiro lugar; ‘e quebrarás o jugo dele de cima do teu pescoço’ significa que haverá então conjunção por meio do bem, e que o vero pertencerá ao bem.