Texto
. ‘Irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú’; que signifique a afinidade, proveniente da mãe, com o bem que pertence ao vero, que é ‘Jacó’, e com o vero que pertence ao bem, que é ‘Esaú’, é o que se vê pela representação de ‘Rebeca’, que é o Divino Racional do Senhor quanto ao Divino Vero, como já se tem dito muitas vezes; pela representação de ‘Jacó’, que é o bem que pertence ao vero, ou seja, o bem que provém do vero no Natural; e pela representação de ‘Esaú’, que é o vero que pertence ao bem, ou o bem de onde provém o vero no Natural (n. 3669). E porque todos os bens e veros que estão no natural, ou no homem externo, são concebidos e nascem desde o racional, ou homem interno, a saber, desde o bem do racional como de um pai, e desde o vero do racional como de uma mãe (n. 3314, 3573, 3616). É por isso que essas palavras significam a afinidade proveniente da mãe com o bem que pertence ao vero, que é Jacó, e com o vero que pertence ao bem, que é Esaú.
[2] Acontece também de forma absolutamente semelhante com esse bem e esse vero; mas é difícil explicar isso de modo a ser compreendido, pela razão que o que há nisso de mais geral é hoje ignorado; por exemplo, ignora-se o que é bem espiritual e o que é vero que pertence a esse bem, e que há inumeráveis gêneros de bem e de vero do bem, e ainda mais inumeráveis espécies, e que eles foram conjuntos entre si por graus como de consanguinidade e de afinidade. Essas coisas que são as mais gerais, sendo desconhecidas, uma descrição dos graus e das afinidades cairá em meras sombras; e isto ainda mais, porque os eruditos de hoje não querem conhecê-las, porquanto amam somente divagar sobre a casca, e discutir não sobre a qualidade dessas coisas, mas se porventura existem, e quanto mais estão nesse estado, nada querem saber absolutamente a respeito desses inumeráveis bens e veros.