Texto
. ‘Raquel viu que não paria para Jacó’; que signifique que o vero interior não era ainda reconhecido, é o que se vê pela representação de ‘Raquel’, que é a afeição do vero mais interior ou o vero interior (n. 3758, 3782, 3793, 3819); pela significação de ‘parir’, que é reconhecer pela fé, então pelo ato, do que se tratará no que segue; e pela representação de ‘Jacó’, que é o bem do vero natural (n. 3669, 3677, 3829); e em todo capítulo precedente. Que ‘parir’ seja reconhecer pela fé e então pelo ato, é porque pelos partos, na Palavra, são significados os partos espirituais (n. 1145, 1255, 3860, 3868). O parto espiritual é o reconhecimento e a fé do vero e do bem, aqui o reconhecimento pela fé então pelo ato, a saber, do vero mais interior representado por Raquel. Como coisa nenhuma é reconhecida pela fé antes que se viva segundo essa coisa, é por isso que se diz o reconhecimento pela fé e então pelo ato. Os veros da fé que não são aprendidos com o intuito de pô-los em prática [propter agere], mas que o são unicamente com o intuito de sabê-los, se juntam às afeições do mal e do falso; razão pela qual eles não pertencem à fé naquele que os aprendeu, mas são interiormente contra a fé.