ac 4013

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E Jacó tomou para si varas de álamo fresco’; que signifique o próprio poder do bem que pertence ao natural, é o que se vê pela significação da ‘vara’, que é o poder; e pela significação do ‘álamo’, que é o bem que pertence ao natural, de que se tratará no que segue. A ‘vara’ é muitas vezes mencionada na Palavra, e em toda a parte significa o poder, tanto por isto, que elas sejam usadas pelos pastores para que exerçam o seu poder sobre o rebanho, como também porque servia para o sustento do corpo e, por assim dizer, em lugar da mão direita, pois a ‘mão’ significa o poder (n. 878, 3387); e porque foi essa a significação da vara, os reis antigamente a usavam. Por conseguinte, o sinal da realeza foi uma vara curta [ou bastão], e também um cetro; não só os reis a usaram, mas também os sacerdotes e os profetas, a fim de significar também, pela vara [ou cajado], o poder que eles tinham; por exemplo, Aharão e Moisés. É por isso que se ordenou tantas vezes a Moisés, que estendesse a sua vara (e em outros lugares, que estendesse a mão) quando se faziam os milagres, e isso porque a ‘vara’ e a ‘mão’ significavam o Divino poder. É também em razão da significação de poder que a vara tinha, que os magos egípcios dela se serviam quando faziam milagres mágicos; daí vem que hoje os magos são representados com uma vara na mão. Por essas explicações, pode-se ver que as varas significam o poder.
[2] Contudo, na língua original, as varas dos pastores e dos reis, e também dos sacerdotes e dos profetas, são expressas por outro vocábulo312; aqui é por um vocábulo pelo qual se exprime a vara [ou cajado] dos viajantes e também dos pastores, como se pode ver por outras passagens, por exemplo, Gn. 32:10; Êx. 12:11; 1Sm. 17:40, 43; Zc. 11:7, 10. Já aqui a vara não designa de fato um sustento para a mão, mas como um ramo cortado de uma árvore, a saber, de um álamo, de uma aveleira, de um plátano, para ser colocado em frente às faces do rebanho, mas ainda assim tem a mesma significação, pois por ela se descreve, no sentido interno, o poder do bem que pertence ao natural, e das verdades naturais que daí resultam.
[3] Quanto ao que se refere ao álamo com que se fez a vara, é necessário saber que as árvores significam, no geral, as percepções e as cognições: as percepções quando elas são predicadas do homem celeste, mas as cognições quando são predicadas do homem espiritual (ver n. 103, 2163, 2682, 2722, 2972). Por isso as árvores, no particular, significam os bens e veros, pois os bens e veros pertencem às percepções e às cognições. Certas espécies de árvores, os bens e veros interiores, que pertencem ao homem espiritual, como as oliveiras e as videiras; certas espécies, os bens e os veros exteriores, que pertencem ao homem natural, como o álamo, a aveleira, o plátano; e porque antigamente cada árvore significava alguma espécie de bem e de vero, havia nos bosques um culto de acordo com as espécies das árvores (n. 2722). O álamo que é aqui nomeado é o álamo branco, assim chamado por causa de sua brancura, de que é derivado [o seu nome]; daí vinha que pelo ‘álamo’ era significado o bem que provém do vero, ou, o que é o mesmo, o bem que pertence ao vero, como também em Oseias 4:13, mas aí falsificado.

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