Texto
. ‘E passou o rio’; que signifique o estado em que está a conjunção, é o que se vê pela significação do ‘rio’, aqui o Eufrates, que é a conjunção, a saber, com o Divino. Que o rio, aqui, signifique isto, a causa é porque ele era o limite da terra de Canaã daquele lado, e que todos os limites da terra de Canaã representam e, por conseguinte, significam o que devia ser o último e o que devia ser o primeiro: o último porque ali ela terminava, o primeiro, porque ali ela começava. Com efeito, tal são todos os limites, que são as últimas coisas para os que saem, e as primeiras para os que entram. Como Jacó agora entrava, esse rio era o primeiro limite, por conseguinte, a conjunção, a saber, no sentido supremo, com o Divino, pois pela terra de Canaã é significado, no sentido interno, o Reino celeste do Senhor (n. 1607, 2481); e, no sentido supremo, o Divino Humano do Senhor (n. 3038, 3705). Daí se vê claramente o que é aqui significado por ‘passou o rio’. Que todas as coisas na terra de Canaã tenham sido representativas de acordo com as distâncias, as posições e os limites, foi visto (n. 1585, 3686); o mesmo aconteceu com os rios que a limitavam, como o rio do Egito, o Eufrates e o Jordão (n. 1866).