ac 4205

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘Que eu não passo este montão até ti, e que tu não passarás este montão até mim, e este pilar, para o mal’; que signifique o limite tanto quanto possa influir do bem, é o que se vê pela significação de ‘passar’ aqui, que é influir; pela significação do ‘montão’, que é o bem (n. 4192); e pela significação do ‘pilar’, que é o vero (n. 3727, 3728, 4090), e que um e outro, tanto o montão como o pilar, eram para sinal ou para testemunho, vê-se aí no mesmo lugar; aqui, para sinal de limite. Como se trata da conjunção, flui da série que, no sentido interno, é o limite tanto quanto possa influir do bem. Que a conjunção se faça por meio do bem, e que o bem influa segundo a recepção, acima foi dito; mas a recepção do bem não pode existir de outra forma senão segundo os veros, pois os veros são as coisas em que o bem influi, porquanto o bem é o agente e o vero é o recipiente; é por isso que todos os veros são vasos recipientes (n. 4166). Como os veros são as coisas em que o bem influi, são os veros que limitam o influxo do bem; é isso o que se entende aqui pelo limite o quanto pode influir do bem.
[2] Deve-se dizer em poucas palavras como isso acontece: Os veros no homem, quaisquer que sejam e de qualquer qualidade que sejam, entram na memória dele pela afeição, isto é, por uma sorte de prazer que pertence ao amor; sem a afeição ou sem o prazer pertencente ao amor, nada pode entrar no homem, porque a sua vida está nessa afeição e nesse prazer; os veros que entraram são reproduzidos quando um semelhante prazer retorna, junto com vários outros veros que se associaram ou se conjungiram; e igualmente quando o mesmo vero é reproduzido por si mesmo ou por um outro, então a afeição ou o prazer que tinha pertencido ao amor quando o vero entrou é do mesmo modo despertado, pois as coisas conjuntas são coerentes. Daí se pode ver como a coisa ocorre em relação à afeição do vero; o vero que entrou com a afeição do bem é [também] reproduzido quando volta uma semelhante afeição, e a afeição é também reproduzida quando volta um semelhante vero. Por aí se vê ainda que nunca vero algum com a afeição genuína pode ser implantado e ficar interiormente enraizado, exceto se o homem estiver no bem, pois a afeição genuína do vero provém do bem, que pertence ao amor ao Senhor e à caridade para com o próximo. Esse bem influi do Senhor, mas ele não se fixa senão nos veros, pois nos veros está a hospitalidade do bem, pois os veros e o bem estão em concordância. Daí é ainda evidente que, quais são os veros tal é a recepção do bem. Os veros entre as nações que viveram em uma caridade mútua são tais que o bem, influindo do Senhor, pode também ter hospitalidade neles; mas, enquanto eles vivem no mundo, ele não pode aí ser acolhido como entre os cristãos, que têm os veros a partir da Palavra e vivem, por isso, na caridade espiritual (ver n. 2589 ao 2604).

Versão impressa (opcional)

Para estudo mais confortável, você pode adquirir esta obra em formato impresso: ver orientações.