Texto
. ‘E levantou-se nessa noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze nascidos, e passou a passagem de Jabbok’; que signifique a primeira insinuação das afeições do vero com os veros adquiridos, é o que se vê pela significação das ‘duas mulheres’, aqui, Raquel e Leah, que são as afeições do vero (n. 3758, 3782, 3793, 3819); pela significação das ‘duas servas’, aqui, Bilhah e Zilpah, que são as afeições exteriores do vero que servem de intermediários (3849, 3931); pela significação dos ‘nascidos’, ou dos filhos, que são os veros (n. 489, 491, 533, 1147, 2623, 3373); e pela significação da ‘passagem de Jabbok’, que é a primeira insinuação. Que Jabbok seja a primeira insinuação, é porque ele era um limite da terra de Canaã. Que todos os limites dessa terra tenham sido significativos das coisas celestes e espirituais do Reino do Senhor segundo a distância e a posição, foi visto (n. 1585, 1866, 4116, 4240); o mesmo acontece com o vão ou passagem de Jabbok, que estava, em relação à terra de Canaã, além do Jordão, e que foi um limite da herança dos filhos de Rúben e Gad, como se pode ver (Nm. 21:24; Dt. 2:36, 37; 3:16, 17; Js. 12:2; Jz. 11:13, 22). Coube-lhes em herança, porque Rúben representou a fé pelo entendimento ou pela doutrina, que é a primeira coisa da regeneração ou, no conjunto, o vero da doutrina por meio do qual se chega ao bem da vida (n. 3861, 3866); e por Gad são representadas as obras da fé (n. 3934); essas coisas, a saber, os veros da fé ou as coisas doutrinais e as obras da fé que são primeiro exercidas, são as [obras] pelas quais o homem que está sendo regenerado é insinuado no bem; daí vem que a passagem de Jabbok significa a primeira insinuação.