Texto
. ‘Por isso os filhos de Israel não comem o nervo deslocado374, que está sobre a concavidade da coxa’; que signifique que os veros em que havia falsos não foram apropriados, é o que se vê pela significação de ‘comer’, que é ser conjungido e apropriado (n. 2187, 2343, 3168, 3513, 3596, 3832); e pela significação do ‘nervo’, que é o vero, pois os veros estão no bem como os nervos na carne; e também, no sentido espiritual, os veros são os nervos, e o bem é a carne (n. 3813, 3579). Semelhantes coisas são também significadas pelos nervos e a carne em Ezequiel:
“Assim disse o Senhor JEHOVIH a estes ossos: ... Porei sobre vós nervos, e [farei] subir sobre vós carne, e porei em vós um espírito. [...] E vi, quando eis sobre eles nervos, e a carne subiu” (37:5, 6, 8);
aí se trata da nova criação do homem, isto é, trata-se de sua regeneração; quando, entretanto, os veros são distorcidos, então não mais se tornam veros, mas, assim como são distorcidos para o oposto, assim se aproximam dos falsos; daí vem que o nervo deslocado significa o falso. Que ‘cavidade da coxa’ seja onde há conjunção do amor conjugal com o bem natural, por conseguinte, onde há influxo do vero espiritual no bem natural, foi visto (n. 4277, 4280); daí é evidente que por “por isso os filhos de Israel não comem o nervo deslocado, que está sobre a concavidade da coxa” é significado que os veros em que havia falsos não foram apropriados. Que essas coisas sejam ditas a respeito dos filhos de Israel, a causa é porque por ‘Israel’ é significado o Divino celeste espiritual (n. 4286), e pelos ‘filhos’, os veros (n. 489, 491, 2623); assim, que os veros do Divino celeste espiritual não tenham apropriado para si falso algum.