Texto
. Tal é hoje o sentido geral involuntário naqueles que estão no bem e no vero da fé; mas naqueles que estão no mal e, daí, no falso, não há mais nenhum sentido geral involuntário que se manifeste, nem na face, nem na linguagem, nem no gesto, mas há um voluntário que simula o involuntário, ou um natural, como é chamado, que tornaram tal pelo frequente uso ou o hábito desde a infância. Qual vem a ser esse sentido neles, mostrou-se por meio de um influxo, que era tácito e frio, em toda a face, tanto em sua parte direita quanto na esquerda, e daí se fixando para os olhos, e estendendo-se do olho esquerdo na face, o que significava que as fibras do cérebro se introduziam, e que elas imperavam nas fibras do cerebelo, e que, daí, no interior reúnem o estado fingido, simulado, mentiroso e doloso, e que no exterior se mostrem no estado sincero e bom. Que fosse fixado para o olho esquerdo e, portanto, também na face, significava que eles têm por fim o mal, e que eles se servem da parte intelectual a fim de obter o seu alvo, pois o olho esquerdo significa o intelectual.
[2] São esses hoje que constituem, quanto à maior parte, o sentido geral involuntário; entretanto, eles eram antigamente os mais celestes de todos, mas hoje eles são os mais celerados de todos, e principalmente os do mundo cristão. Eles são em grande número, e aparecem debaixo do occipício e para a costas, onde eu os tenho visto e percebido muitíssimas vezes; pois os que representam hoje esse sentido são os que pensam com dolo, que meditam o mal contra o próximo, e que apresentam um rosto amigável, até mesmo amicíssimo e também gestos semelhantes, que falam com suavidade como se fossem, mais do que os outros, dotados da caridade, e que são entretanto os inimigos mais insensíveis, não só daquele com quem têm interação, mas também do gênero humano. Os pensamentos deles me foram comunicados, eles são nefandos e abomináveis, cheios de crueldades e barbaria [lanienis].