Texto
. ‘E edificou para si uma casa’; que signifique o acréscimo do bem pelo vero nesse estado, vê-se pela significação de ‘edificar uma casa’, que é instruir pela inteligência e pela sabedoria o homem externo (n. 1488); e porque a inteligência pertence ao vero, e a sabedoria, ao bem, aqui, ‘edificar uma casa’ significa o acréscimo do bem pelo vero. Que a ‘casa’ seja o bem, foi visto (n. 2233, 2234, 3128, 3142, 3652, 3720). O que é o bem que pertence ao vero, foi dito acima (n. 4337, 4353), a saber, que é o vero pela vontade e pelo ato; é esse vero que é dito bem, e a consciência que provém desse bem chama-se consciência do vero. Esse bem que provém do vero cresce tanto quanto o homem exerce a caridade a partir do bem-querer, assim, quanto e na qualidade em que ama o próximo.
[2] Que tantas vezes o bem e o vero sejam mencionados nas explicações, a causa é porque todas as coisas que estão no céu e, portanto, todas as que estão na igreja do Senhor referem-se ao vero e ao bem; estes dois encerram em geral todas as coisas que pertencem à Doutrina e as coisas que pertencem à vida: os veros as coisas que pertencem à Doutrina, e os bens as coisas que pertencem à vida. A mente humana também não tem no universal outros objetos senão os que pertencem ao vero e ao bem: o seu entendimento, os que pertencem ao vero, e a sua vontade, os que pertencem ao bem. Daí é evidente que o vero e o bem são de uma significação amplíssima, e que as suas derivações são indescritíveis em número. Daí vem que o vero e o bem sejam mencionados tantas vezes.