Texto
. As almas recentes ou os espíritos noviços, a saber, os que, alguns dias depois da morte do corpo, chegam na outra vida; ficam extremamente admiradas de que haja luz na outra vida, pois levam consigo essa ignorância que a luz não venha de outra parte senão do sol e de uma chama material; e eles sabem ainda menos que há uma luz que ilumina o entendimento, pois eles não a aperceberam na vida do corpo. E sabem ainda menos que essa luz dá a faculdade de pensar e por meio do influxo nas formas que procedem da luz do mundo, ela apresenta todas as coisas pertencentes ao entendimento. Esses espíritos, se foram bons, para que sejam instruídos, são elevados para as sociedades celestes, e passam de sociedade em sociedade, para que percebam por uma viva experiência que na outra vida há uma luz, e que ela é mais intensa do que nunca luz alguma no mundo foi; e, ao mesmo tempo, para que percebam que quanto mais eles estiverem ali na luz, tanto mais eles estão na inteligência. Alguns que tinham sido elevados nas esferas da luz celeste conversaram de lá comigo, e declararam que nunca tinham crido em tal, e que a luz do mundo em relação a ela não era senão trevas. Eles também olharam de lá, por meus olhos, na luz do mundo, e não a perceberam de outra forma senão como um nevoeiro tenebroso. E disseram com comiseração que o homem está em um tal nevoeiro. A partir destas coisas que foram ditas, também se pode ver a razão por que, na Palavra, os anjos celestes são chamados ‘anjos de luz’, e que o Senhor é a Luz e, daí, a vida para os homens (João, 1:1 ao 9; 8:12).