Texto
. ‘Siquém, meu filho’; que signifique o vero que daí provém, é o que se vê pela representação de ‘Siquém’, que é o vero interior (n. 4430), portanto, o vero que daí provém, a saber, do bem que é Hamor (n. 4447), pois todo vero da igreja procede de seu bem, o vero nunca tira de outra parte a sua existência. Este vero, que é representado por Siquém, é chamado vero interior, e em sua essência não é outra coisa senão o bem da caridade. Com efeito, a Antiquíssima Igreja, porque era celeste, esteve no bem do amor ao Senhor e, daí, na percepção de todo vero, pois os homens dessa igreja foram quase como os anjos, eles até comunicavam com eles, daí a percepção deles. É por isso que eles não raciocinavam jamais a respeito de vero algum da fé, mas diziam, porque o percebiam do céu, que assim era; eles chegavam ao ponto de até não querer nomear a fé, mas no lugar da fé eles diziam a caridade (ver os n. 202, 337, 2715, 3246). Daí vem que pelo vero interior se entende, aqui, o bem da caridade. Que junto de Hamor, o heveu, e de seu filho Siquém estiveram os remanescentes dessa igreja, foi visto logo acima (n. 4447).
[2] Coisa diferente aconteceu com a Igreja Antiga, que foi espiritual, esta esteve não no amor ao Senhor como a Igreja Antiquíssima, mas na caridade para com o próximo; e os dessa igreja não puderam chegar à caridade senão por meio do vero da fé, de que eles não tinham nenhuma percepção, como tiveram os antiquíssimos; é por isso que então começou-se a discutir a respeito do vero, se por acaso era assim. (Quanto à diferença entre os celestes, que tiveram a percepção, e os espirituais, que não a tiveram, ver os n. 2088, 2669, 2708, 2715, 3235, 3240, 3246, 3887.)